Detido com taxa de alcoolemia de 2,89 conhece medida de coação no Tribunal de Oliveira do Hospital

 

O Tribunal de Oliveira do Hospital decide, esta tarde, qual a medida de coação que vai ser aplicada ao indivíduo que, ontem, foi intercetado por militares da GNR com uma taxa de alcoolemia de 2,89.

O homem de 43 anos, residente em Nogueira do Cravo, foi detido no âmbito da operação de fiscalização rodoviária e combate à criminalidade, realizada entre as 16h00 e as 20h00, no concelho de Oliveira do Hospital.

Para além do detido, a GNR detetou, num universo de 263 testes de alcoolemia realizados, mais dois indivíduos com excesso de álcool, não incorrendo porém em situação criminal, por apresentarem taxas abaixo de 1,20. Foram contudo sujeitos a coimas, sendo que em caso de contra ordenação grave a coima é de 120 Euros e de muito grave é de 240 Euros.

Na operação que mobilizou 28 militares dos sete postos da GNR que integram o Destacamento Territorial da Lousã, em colaboração com o Destacamento de Intervenção de Coimbra, foi ainda detido um segundo indivíduo, condutor de um ciclomotor sem habilitação legal para o efeito e que tinha em sua posse 0,80 gramas de cannabis.

Dos números da operação resulta igualmente o levantamento de 15 autos de contra odernação, sendo que quatro foram motivados por falta de inspeção periódica das viaturas.

“Sinal de luzes” afasta criminosos e dificulta recuperação de viaturas furtadas

Vulgarmente designada por “operação stop”, a ação da GNR incidiu em duas das principais vias de acesso à cidade – Gavinhos e Senhor das Almas – e que, por isso, registam maior afluência de trânsito.

De acordo com o Comandante do Destacamento Territorial da GNR da Lousã, a ação ontem realizada foi apenas uma “operação de fiscalização rodoviária e combate à criminalidade”, programada no âmbito da atividade operacional do destacamento.

Armando Videira explicou ao correiodabeiraserra.com que a operação teve o propósito de “uma fiscalização massiva”, não descurando porém o objetivo de “combate à criminalidade”.

“A recuperação de viaturas furtadas” é uma das missões que a GNR espera concretizar na realização deste tipo de operações. No entanto, o responsável, sublinha que este propósito é fortemente condicionado pelo “típico sinal de luzes”, que acaba por desviar os criminosos do caminho da GNR.

“Há muitas viaturas que, por ano, não são recuperadas por causa do sinal de luzes, mas as pessoas não têm noção desta realidade”, contou.

Num olhar pelos resultados da operação ontem realizada, Armando Videira faz um balanço positivo, sobretudo no que respeita ao resultado dos testes de alcoolemia. “O ideal seria que ninguém apresentasse álcool no sangue, mas três em 263 é um bom rácio”, verificou, estranhando porém que, na operação tenham sido identificados quatro condutores que seguiam em viaturas sem inspeção. “Foge àquilo a que nós estamos habituados”, observou.

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