Dezenas de mortos em novos confrontos no Egipto

Os piores receios começam a confirmar-se nesta “Sexta-feira de Raiva”. Pelo menos 20 pessoas morreram quando participavam nas manifestações convocadas pela Irmandade Muçulmana, no centro do Cairo, e há notícias de mais de uma dezena de mortos em confrontos em várias cidades do país.

Os principais incidentes aconteceram na praça Ramsés, onde dezenas de milhares pessoas se concentraram depois das orações desta sexta-feira, em resposta ao apelo da Irmandade Muçulmana em repúdio pelo massacre de quarta-feira – o último balanço da violência desencadeada pela ofensiva das forças de segurança contra acampamentos dos apoiantes do Presidente deposto ultrapassa já os 600 mortos.

Não se sabe exactamente o que espoletou a violência, mas jornalistas na praça contam que a polícia começou por usar gás lacrimogéneo contra os manifestantes e, quando a multidão fugia do local, começaram a ouvir-se disparos. De imediato começaram a chegar a uma mesquita vizinha muitos feridos. “Contei 20 corpos na mesquita de Al-Fatah. Um homem acaba de morrer à minha frente”, escreveu no Twitter um correspondente do Guardian na capital egípcia. “Há camionetas, carros e motorizadas a transportar feridos a cada minuto para o hospital montado por trás da praça”, relatou, por seu lado, uma jornalista da BBC no local.

Fora da capital, há notícia de manifestações em várias cidades e também de confrontos. O Ministério da Saúde revelou, a meio da tarde, que quatro pessoas terão morrido em confrontos em Ismailia, na região do canal do Suez, e outras oito pessoas na cidade costeira de Damiette, no Norte. A imprensa estatal dá ainda conta de pelo menos quatro polícias mortos nas últimas 24 horas, sem adiantar mais pormenores.

publico.pt

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