Dia Mundial do Ambiente: o lado negro de um concelho com más práticas ambientais

O problema não é inédito e persiste há vários anos.

Em diversas freguesias do município de Oliveira do Hospital, os esgotos continuam a correr a céu aberto, contaminando campos de cultivo e linhas de água.

As populações sofrem com os cheiros nauseabundos, as pragas de insectos e, muitas vezes, são forçadas a deixar de poiso os seus terrenos de cultivo.

Estes crimes ambientais, praticados por uma autarquia, têm sido sistematicamente denunciados por este diário digital. Contudo, a situação mantém-se.

Os vídeos recolhidos pelo correiodabeiraserra.com, durante esta semana, valem mais do que mil palavras, e são suficientemente elucidativos para se fazer um ponto da situação.

Na “rota” dos esgotos a céu aberto, o correiodabeiraserra.com começou por uma das mais populosas freguesias do concelho. Na estrada que liga Seixo da Beira à pacata aldeia de Vale Torto, o cheiro é intenso e a fossa séptica local está há anos a derramar esgotos domésticos para os campos de cultivo.

Uma “linha de esgoto” percorre várias centenas de metros, invadindo poços e contaminando o lençol freático.

Em Lagos da Beira, o cenário é idêntico.

As fossas da freguesia estão saturadas, não são alvo de qualquer tipo de manutenção, e quem sofre são os habitantes mais próximos do local.

Porém, as suas queixas caem em saco roto.

Numa das freguesias de maior aptidão turística – Alvôco de Várzeas –, as más práticas ambientais também estão bem patentes nas margens do rio Alvôco. Mas este tipo de crime, já banalizado em Oliveira do Hospital, ocorre quase por todo o concelho.

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