Diminuição do número de alunos preocupa Agrupamento de Escolas da Cordinha

… com a diminuição da população escolar que lhe está afecta.  A inquietação foi transmitida esta manhã pelo presidente Carlos Carvalheira na sessão de apresentação do agrupamento no âmbito da avaliação externa que está a ser realizada pela Inspecção-geral de Educação.

“Mau-grado todas as ofertas da escola, temos verificado que a o agrupamento está a diminuir”, sustentou Carlos Carvalheira, confessando que a realidade tem vindo a preocupar o Conselho Executivo, embora seja resultado de uma situação económica que “não é fácil” e que afecta todo o país. “Não há atractivos e não há empregos”, frisou, referindo-se também à crise que tem vindo a afectar o sector das confecções. Carvalheira deu ainda conta do encerramento de escolas que afectou a zona da Cordinha em resultado da redução do número de alunos.

Actualmente frequentado por 399 alunos das freguesias de Ervedal, Seixo, Vila Franca e Travanca de Lagos, o Agrupamento de Escolas da Cordinha conta com apenas 40 crianças em Jardim-de-Infância. “São estes os futuros alunos da escola”, notou o responsável pelo Conselho Executivo, destacando porém o esforço do agrupamento em atrair alunos de outras localidades.

Mas, se por um lado, a diminuição da população escolar é um sinal de preocupação para o agrupamento, os resultados ao nível do sucesso escolar e a inexistência de abandono escolar enchem a escola de orgulho. “Não temos abandono escolar”, afirmou Carvalheira, destacando a importância da existência de uma “boa relação” entre toda a comunidade educativa. Para o presidente do Conselho Executivo, importa que todos os intervenientes tenham “consciência de que trabalhando numa perspectiva global se conseguem melhorar os resultados escolares e eliminar o abandono escolar”. Neste domínio, Carvalheira destacou a importância dos Cursos de Educação e Formação (CEF) como forma de dar uma resposta aos alunos que não se revejam no currículo dito normal. “Os alunos dos CEF têm particularidades que têm que ser atendidas”, defendeu Carvalheira, sublinhando que o agrupamento “tem essa bandeira de poder dizer que a escola está sempre disponível para acolher todos esses alunos”. Neste domínio, o presidente do Conselho Executivo atribuiu o mérito ao seu antecessor, José Carlos Alexandrino que em conjunto com o professor Francisco Cruz, teve “a visão” de criar os cursos CEF nos agrupamentos.

Para uma plateia constituída pelos três elementos que integram a equipa da IGE, professores, presidentes dos conselhos executivos das escolas do concelho – Lagares da Beira não esteve presente – responsáveis pelos projectos AGIR e Bem Crescer, comandantes da GNR e Bombeiros Voluntários de Lagares da Beira, presidentes das Juntas de Freguesia de Ervedal e Vila Franca da Beira, vereadora da Educação, entre outros, Carlos Carvalheira não se poupou em elogiar alunos, professores e funcionários de todo o agrupamento. “Estamos aqui porque há alunos e, temos muito orgulho nossos alunos e tudo faremos para melhorar as condições”, afirmou, referindo-se também a professores e funcionários como sendo “os melhores”. Para o sucesso da escola, Carvalheira destacou ainda todo o apoio da Câmara Municipal no apetrechamento do parque escolar.

Sem entrar em grandes pormenores, Carvalheira referiu-se ainda ao momento que afecta as escolas de Norte a Sul do país e que tem “vindo a inquietar o ambiente escolar”. “Os professores estão a tentar superar e a centrar-se no essencial”, referiu.

A sessão de apresentação ficou ainda marcada por um elevado número de intervenções com destaque para os presidentes dos conselhos executivos das escolas que confirmaram o bom relacionamento existente entre toda a comunidade educativa. O presidente da Junta de Freguesia de Vila Franca da Beira não desperdiçou a ocasião e deu conta da necessidade de uma intervenção no parque infantil e jardim de infância daquela localidade, ao mesmo tempo que se insurgiu contra as actividades de enriquecimento curricular que se traduzem numa “sobrecarga violenta” para os alunos. João Dinis revelou-se ainda contra o encerramento das escolas, por considerar preferível a deslocação dos professores e não dos alunos. O presidente da Junta considerou também de “exemplar” a postura do agrupamento no relacionamento com o meio envolvente.

Vereadora da Educação apela a uma reflexão

Em face dos sinais de alarme no que respeita à diminuição do número de alunos, a vereadora da Educação da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital desafiou a comunidade escolar a reflectir sobre a situação, porque “a escola tem feito um importante trabalho ao captar alunos, mas vão-se esgotar”.

Fátima Antunes assegurou como certa a parceria da Câmara Municipal em diversas áreas e quanto à questão do investimento nas EB1, a responsável referiu que é preciso perceber “até quando é que essas escolas vão estar em funcionamento”.

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