Imagem vazia padrãoOs três edifícios das imagens publicadas custaram muito dinheiro ao erário público. A Câmara meteu mãos à obra mas não encontra soluções para rentabilizar os investimentos. Ao alegado centro de emergência social de Travanca de Lagos – pronto há quase um ano – falta-lhe “um modelo de gestão”, segundo o presidente da Câmara. Do mesmo mal, padecem a casa do parque do Mandanelho e a casa do “S”, em Aldeia das Dez.

Dinheiro municipal gasto em edifícios com portas fechadas

São equipamentos que custaram algumas centenas de milhar de euros. Foram construídos pela Câmara Municipal de Oliveira do Hospital para cumprir uma determinada função, mas os anos passam e as soluções tardam.

É uma “dor de alma” ver tanto dinheiro gasto sem que daí resulte qualquer retorno para os munícipes. Um dos casos mais paradigmáticos é a centenária casa em pedra do Parque do Mandanelho que, depois de ter sido recuperada há vários anos no âmbito das obras de requalificação de todo aquele espaço, ali jaz sem que alguma vez tenha aberto as portas. No seu interior – propício à dinamização de uma infinidade de projectos –, estão patentes o vazio de ideias e a falta de imaginação de quem administra a coisa pública.

A poucos metros do local está outro projecto de betão – o palco do Mandanelho – onde o município gastou uma fortuna e cujos efeitos são os seguintes: grande investimento/fraca rentabilidade.

O mesmo já não se poderá no entanto dizer do local onde, por baixo do pavilhão municipal, funciona o ATL da Câmara Municipal. Aí – estamos a falar do sector da Educação –, o efeito já é inverso ao exemplo anterior: fraco investimento/ grande rentabilidade. Isto porque, num espaço insalubre e desadequado aos dias de hoje, o município presta um serviço aos munícipes de reduzida qualidade e, portanto, de baixo custo.

 

“O carro à frente dos bois”

Imagem vazia padrãoEm Travanca de Lagos – e numa altura em que se exige contenção financeira –, mais um exemplo do planeamento municipal versus criteriosa gestão dos dinheiros públicos. A Câmara decide adaptar o edifício da antiga escola primária local a um alegado centro de emergência social, gasta cerca de 120 mil euros na obra e, passado quase um ano, o centro continua de portas fechadas.

A situação é tão caricata, que é o próprio presidente da autarquia oliveirense, que nitidamente começou a “construir a casa pelo telhado”, a admitir – em reunião do executivo camarário, realizada em Dezembro de 2007 –, que o centro está encerrado porque “falta um modelo de gestão”. Dito de outro modo: primeiro a CM faz a obra e, depois, vai pensar na utilidade que vai dar à mesma.

  
Casa do “S” continua sem utilidade

 

Imagem vazia padrãoNuma das aldeias com maior aptidão turística do concelho de Oliveira do Hospital, a CM também anda há anos a “engonhar” com a casa do “S” – um imóvel do séc. XVII, recuperado em 1993 com um apoio de mais de 15 mil contos do Programa Leader, e que agora está encerrado.

 

 

 

 

 

Henrique Barreto

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