Director do Brás Garcia desmente Mário Alves e aconselha vereador a trabalhar “de forma construtiva”

A indicação dada por Mário Alves de que o Agrupamento de Escolas Brás Garcia de Mascarenhas “diz aos fornecedores que não paga porque a Câmara lhe devia muito dinheiro” não caiu bem junto da direcção daquele estabelecimento escolar que, em nota de imprensa enviada ao correiodabeiraserra.com garante que as afirmações proferidas pelo vereador do PSD “não correspondem minimamente à verdade dos factos”.

Clarificando que o Brás Garcia “não vive nenhuma situação delicada em termos financeiros”, o director do Agrupamento de Escolas da cidade deixa escapar algumas farpas e esclarece Mário Alves de que “o trabalho de oposição deve ser feito com qualidade e de forma construtiva”.

No que respeita à relação entre o Agrupamento – “é uma das maiores empresas deste concelho, pelo número de trabalhadores e pelo volume financeiro que movimenta”, refere Luís Ângelo – e os fornecedores, o director explica que a escolha destes últimos é feita com base nas propostas apresentadas e tendo em conta condições como “a qualidade, preço, colaboração, confiança e amizade”.

“Quando estes factores são quebrados, deixamos de trabalhar com eles”, adianta, clarificando também que “as escolas têm receitas próprias de valor muito reduzido e sobrevivem à custa dos duodécimos que são enviados mensalmente através do Orçamento Geral do Estado”.

“Os fornecedores “de notícias” desse senhor vereador, não o informaram convenientemente”

Os subsídios atribuídos pela autarquia são justificados por Luís Ângelo com o facto de caber às autarquias a gestão financeira do pré-escolar e do 1.º ciclo. Lembra, porém, que até à entrega do subsídio junto do Agrupamento – “o ano lectivo começou em Setembro e este subsídio foi apenas agora entregue”, adianta – foi a escola que “suportou a maior parte das despesas”, pelo que admite que “algumas se encontrem por liquidar”.

O director não aceita contudo o que foi dito pelo vereador Mário Alves, considerando até que “os fornecedores “de notícias” desse senhor vereador, não o informaram convenientemente”.

Sem deixar também de destacar os encargos que a escola tem com os cursos CEF – “implicam que as escolas tenham de avançar mais de dois meses com os encargos assumidos”, explica – Luís Ângelo lembra que os prazos de pagamento do Agrupamento “são semelhantes ao de qualquer empresa” e que “por vezes não foge à regra de ter também períodos com maior dificuldade de liquidez”.

A diferença reside, contudo, no facto de as escolas não poderem recorrer ao crédito. “Nós não temos possibilidade de endividamento, mas há instituições que se gabam disso, pelo menos até determinado período, no entanto podem é não apresentar obra, o que já não acontece com esta Escola”, argumenta Luís Ângelo, lembrando que os dois últimos anos da escola ficaram marcados pela permanente requalificação de todos os seus espaços.

Aproveitando para recordar que foi acusado pelo ex-presidente da Câmara de ser “muito ambicioso” aquando da aprovação do último Projecto Educativo, Luís Ângelo deixa claro que o agrupamento está a cumprir a suas propostas na totalidade e algumas das iniciativas bem mais cedo do que era esperado.

Confessando-se ambicioso, o director do Brás Garcia adianta que tudo o que faz é em prol do Agrupamento e das crianças e, dá conta da sua capacidade de influência junto de órgãos de decisão que lhe permite fazer “obras e algumas delas de valores bastante avultados e com encargos diminutos para a escola”.

 “Nós não fazemos obras com pouca ambição e sem serem pensadas e projectadas para o futuro”, concluiu Luís Ângelo numa clara alusão às obras de remodelação que foram feitas na EB1 da cidade, em detrimento da construção de raiz de um novo Centro Escolar.

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