Diretor da Segurança Social garante “fazer todos os esforços” para ajudar a ARCIAL (com vídeo)

Ramiro Miranda tranquilizou, na sexta feira, a direção da ARCIAL com a garantia de que fará “todos os esforços” para que a instituição seja contemplada pelo pacote de 570 acordos de cooperação anunciado pelo governo para a área da deficiência.

Prontas e em fase de apetrechamento de mobiliário, as duas unidades residenciais da ARCIAL continuam à espera dos necessários 10 acordos de cooperação para a sua entrada em funcionamento. Na sexta-feira, em dia de Arraial da Arcial, o diretor do Centro Distrital da Segurança Social visitou a instituição e, embora sem condições para dar a atribuição dos 10 acordos como certa, comprometeu-se a “fazer todos os esforços” para que se ultrapasse o impasse em torno da atribuição dos acordos.

Na mira de Ramiro Miranda está o pacote de 570 acordos de cooperação na área da deficiência e que foi recentemente anunciado pelo governo. “Ainda não temos a distribuição, mas espero que a ARCIAL seja uma das contempladas por estas 570 vagas anunciadas só para a deficiência”, afirmou o responsável distrital pela Segurança Social certo de que os “utentes precisam dos equipamentos, caso contrário não tinham sido construídos”. “Vamos fazer todos os esforços para que a ARCIAL seja contemplada porque não queremos ver estes equipamentos encerrados, reforçou Ramiro Miranda que na visita que teve oportunidade de fazer às duas unidades residenciais se revelou satisfeito por a obra corresponder àquilo que são as necessidades dos utentes.

“A obra tem qualidade inerente ao que está destinada”, referiu o responsável, lamentando que por ocasião da aprovação da candidatura para a construção das unidades residenciais – “se foi aprovada é porque era uma boa candidatura”, frisou – não fosse previsto um apoio para o seu funcionamento.

Ramiro Miranda pronunciava-se assim em resposta ao pedido de auxílio lançado pela presidente da direção da ARCIAL que, em face do investimento avultado na construção das unidades e do esforço financeiro em matéria de equipamento, considera urgente a ocupação dos dois espaços pelos utentes que se encontram em lista de espera.
“Somos confrontados com solicitações do exterior”, contou Rosa Neto que tendo em conta aquela realidade refere que “os 10, os cinco ou os quatro acordos serão bem vindos”. Em causa está a utilização de um espaço que Rosa Neto considera ser uma “mais valia” para a instituição e para o concelho, pelo facto de dar resposta à necessidade de vários jovens que, por esta altura, não têm qualquer suporte familiar.

Sempre disponível para apoiar a ARCIAL por estar certo do retorno resultante da atribuição de qualquer verba, o presidente da Câmara Municipal destacou a importância de se unirem as “vozes” no sentido de, junto de quem de direito, “fazer ver que é fundamental que esta casa tenha alguns acordos para fazer o seu arranque e cumprir a missão para aquilo que foi criada”. De acordo com José Carlos Alexandrino, o dinheiro empregue naquela obra “foi bem gasto” e é preciso “fazer justiça” ao papel da ARCIAL na área da deficiência.

Considerado “amigo” da Arcial, o presidente da Comissão de Coordenação de Desenvolvimento Regional do Centro, Pedro Saraiva, reiterou a disponibilidade do governo para apoiar a área da deficiência “É claro que o governo tem carinho especial pelo apoio a pessoas que requerem cuidados especiais”, afirmou, ao mesmo tempo que valorizou a importância das IPSS no apoio de qualidade aos portadores de deficiência.

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