Diretora Regional da Cultura defende visitas pagas à Igreja Moçárabe de Lourosa

 

… e defendeu que o templo deve estar de portas abertas para quem o queira visitar. A diretora regional da Cultura foi ainda mais longe ao considerar que as entradas devem ser pagas como forma de fazer face aos custos.

As comemorações dos 1100 anos da Igreja de S. Pedro de Lourosa teve, no último sábado, outro dos seus principais momentos. Tratou-se da segunda conferência do ciclo de conferências “A Igreja de S. Pedro de Lourosa, seu Passado e seu Futuro” realizada no auditório da Biblioteca Municipal de Oliveira do Hospital.

Uma iniciativa que, na sessão de abertura, contou com a desejada participação da diretora regional da Cultura, Celeste Amaro, que para além de elogiar o trabalho que tem sido feito no âmbito das comemorações jubilares – “parabéns pela visibilidade que estão a dar ao monumento esquecido”, sublinhou – chamou a atenção para a necessidade de aquele templo, de estilo moçárabe, se manter de portas abertas para poder receber quem o queira visitar.

“Um monumento destes tem que estar aberto”, considerou a responsável que, ao mesmo tempo, também defendeu que, naquele local, se siga a prática seguida em outros monumentos. Celeste Amaro referia-se em concreto à necessidade aplicar um custo por visitante, como forma de a verba auferida poder ajudar a suportar os necessários custos com manutenção.

“Qualquer coisa que seja como um Euro, daria para manter um funcionário e para ter o espaço aberto também ao fim de semana”, afirmou a responsável, alertando para o facto de os visitantes estarem na rua ao fim de semana e de, em período de crise, os portugueses preferirem conhecer o nosso país.

Celeste Amaro lembra que tal prática já prolifera por toda a Europa e contribui para valorizar o espaço, porque “tudo o que é gratuito, por vezes não presta e tem que se lhe dar um custo para beneficiar um todo coletivo”. No que respeita à divulgação do património na região, a diretora regional criticou o trabalho que tem sido feito pela estrutura responsável pelo turismo na região Centro de Portugal, notando até que “a política de turismo tem sido falhada, porque nem se entende o que é Centro e o que é Beiras”

À entrada para conferência e quando abordada pelos jornalistas a propósito da desejada requalificação da zona envolvente à Igreja, a responsável clarificou que esta é uma matéria da responsabilidade do município oliveirense, a quem cabe trabalhar e fazer “pressão” no sentido de conseguir financiamento para os trabalhos, que numa primeira fase têm um custo estimado em 170 mil Euros.

Uma realidade que a responsável não conta que venha a ser possível no decorrer deste ano, estimando que um financiamento a acorrer, só surja em 2013. Confrontada também acerca do Centro de Interpretação das Ruínas Romanas da Bobadela, a responsável, disse ter encaminhado uma equipa técnica para avaliar a situação, perspetivando que o problema seja resolvido o mais rapidamente possível com vista à abertura do espaço que, desde a sua construção em 2009, nunca foi estreado.

Ainda que consciente da responsabilidade do município em requalificar o espaço envolvente à Igreja de S. Pedro de Lourosa, o presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital não deixou de solicitar à diretora regional uma ajuda no acesso à desejada linha de financiamento. “Peço-lhe que faça ofício à Comissão de Coordenação de Desenvolvimento Regional do Centro e diga que as obras são de interesse distrital e nacional”, disse José Carlos Alexandrino que também aproveitou para elogiar a forma “célere” como a responsável colocou uma equipa técnica na Bobadela para resolver o problema do Centro de Interpretação.

Um problema que o autarca espera ultrapassar, porque encara aquele espaço como “fundamental para criar uma linha ligada à arqueologia valiosa que o concelho tem” e que terá efeitos positivos em matéria de Turismo.

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