Dr. Carlos Morais

Dispositivos médicos implantados tratam perturbações do ritmo cardíaco. Autor: Dr. Carlos Morais

O Cardioversor Desfibrilhador Implantável (CDI) é um dispositivo utilizado para tratar arritmias cardíacas, potencialmente fatais. Este dispositivo controla e regista o batimento cardíaco, ao longo do dia, e quando deteta um ritmo anormal proporciona uma série de impulsos ou choques elétricos, que não provocam dor, para que o coração volte ao normal.

Atualmente, o CDI é considerado, pelos profissionais de saúde, como a única terapêutica verdadeiramente eficaz para evitar a morte súbita em grupos específicos de doentes com elevado risco de arritmias. É também caracterizado por ser um aparelho seguro e de tamanho reduzido, praticamente invisível ao toque humano.

A implantação de um CDI exige uma pequena cirurgia que é normalmente realizada com anestesia local. Através de uma pequena incisão na pele, abaixo da clavícula, o médico introduz cuidadosamente o electrocateter no coração, através de uma veia.

O médico cardiologista deve propor um doente para a implantação deste aparelho sempre que o doente se encontra em risco aumentado de morte súbita, após a realização de vários testes e exames que comprovem esse risco e nos casos de pessoas que já tenham sido reanimados de paragens cardíacas, que tenham histórico de arritmias ou de doenças cardíacas.

O ritmo normal do coração é influenciado pelo sistema nervoso, que o faz acelerar quando as necessidades aumentam, e retardar quando elas diminuem. Em média, o número de batimentos por minuto (frequência cardíaca) é em repouso de 60 a 100 p/min, o que significa quase 100.000 batimentos por dia.

Uma arritmia é uma perturbação do ritmo dos batimentos cardíacos e pode ter consequências fatais, quando não tratada. Os sintomas de alerta são as palpitações, fadiga, vertigens, tonturas, transpiração irregular, enfraquecimento, falta de ar, dor de peito e ansiedade. A falta de informação é um dos principais fatores que pode levar à morte inesperada, repentina e não acidental, conhecida como morte súbita.

Dr. Carlos MoraisAutor: Dr. Carlos Morais,

Cardiologista e Presidente da Associação Bate Bate Coração.

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