Docente de Engenharia Civil é candidato à presidência da ESTGOH

… o único candidato ao ato eleitoral marcado para 18 de abril.

Já é conhecido o nome que deverá suceder Jorge Almeida na presidência da Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Oliveira do Hospital (ESTGOH).

Até ontem, data limite para apresentação de candidaturas, Carlos Veiga foi o único docente da escola afeta ao Instituto Politécnico de Coimbra (IPC) a avançar com uma candidatura e aceder, por isso, aos pressupostos resultantes do último Conselho Geral do IPC de mudança da oferta formativa da ESTGOH para a área de Saúde e consequente perda de autonomia, passando a escola oliveirense a funcionar como um pólo da Escola de Tecnologias da Saúde de Coimbra.

Afeto à ESTGOH desde a sua criação em 2001, Carlos Veiga é docente do curso já extinto de Engenharia Civil. Licenciado em arquitetura, Veiga é também mestre em Engenharia Urbana.

Ultrapassado o prazo para apresentação de candidaturas, Carlos Veiga é então único na corrida ao lugar de presidente da ESTGOH, prevendo-se por isso que venha a suceder Jorge Almeida no lugar que ainda ocupa em regime interino.

A eleição do novo presidente da ESTGOH está marcada para 18 de abril e é da responsabilidade da Assembleia de Representantes composta por 15 elementos, entre alunos, funcionários e professores.

O resultado carece entretanto de homologação por parte do presidente do Instituto Politécnico de Coimbra, devendo a tomada de posse do novo presidente acontecer no prazo máximo de uma semana.

O ato eleitoral marcado para o próximo mês de abril é consequência da demissão de Jorge Almeida ocorrida no dia 16 de fevereiro, interrompendo um mandato que iniciou em 24 de março de 2010, mas que ficou marcado pela extinção de uma licenciatura e até pela ameaça de encerramento da escola de Oliveira do Hospital por parte do IPC.

A decisão emanada do último Conselho Geral do IPC de alteração da oferta formativa da ESTGOH para a área da Saúde e consequente transformação da escola oliveirense, até aqui autónoma, em pólo da Escola de Tecnologias da Saúde de Coimbra, foi a ‘gota de água” para que Jorge Almeida batesse com a porta.

“Quando vejo que o caminho é para Terapia da Fala que só gera desemprego e não tem a ver com a região, nada mais me resta que não seja renunciar”, argumentou o ainda presidente interino que na hora da demissão disse não se rever no novo caminho que o IPC traçou para a ESTGOH. “Eu queria fazer uma escola com formato diferente, que tivesse cursos na área dos biocombustíveis e que continuasse a funcionar como unidade orgânica”, referiu Almeida, que também não deixou de criticar a “dualidade de critérios” do IPC que “decide fechar aqui cursos com mais de 100 alunos e em Coimbra mantém, por exemplo, um curso de Teatro com 30 alunos”.

A alteração da oferta formativa da ESTGOH para a área da Saúde é ponto assente para o presidente do IPC, Rui Antunes, que na última deslocação que efetuou à ESTGOH deixou bem claro que “a ESTGOH como está, é para acabar muito rapidamente”.

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