“Dramatizando” e Festival da Canção impedem programação cinematográfica na Casa da Cultura

Esgotou-se nos dois primeiros fins-de-semana do mês, em que foram exibidos os filmes “Vicky Cristina Barcelona” e “Noivas em Guerra”, a programação cinematográfica da Casa da Cultura César Oliveira, em Oliveira do Hospital.

As sessões de cinema vão ser substituídas por representações teatrais protagonizadas pelos alunos dos vários agrupamentos de escolas do concelho, no âmbito da iniciativa “Dramatizando”, promovida pela Câmara Municipal.

Com sessões de teatro previstas para as noites de sexta-feira e sábado, o “Dramatizando” impede a normal programação de cinema que, no último sábado do mês, dia 30, é também substituída pelo Festival Infantil da Canção.

Não é a primeira vez que a programação de cinema é interrompida na Casa da Cultura César Oliveira, para dar lugar a outras iniciativas de índole cultural. Note-se, porém, que a sala de cinema de Oliveira do Hospital tem vindo a ser afectada por uma reduzida adesão da população aos filmes que vão sendo exibidos.

Há cerca de um ano atrás, foi o próprio presidente da Câmara Municipal a dar conta dos números do prejuízo registado em 2007: 21.412, 72€. “Normalmente em Oliveira do Hospital fala-se muito de cultura, mas as coisas são proporcionadas, mas as pessoas esquecem-se de que elas existem”, referiu Mário Alves em reunião do executivo de Março do ano passado, sublinhando também que “se não houvesse projecção de filmes, toda a gente andava a escrever que não havia cinema em Oliveira do Hospital”.

“Tivemos aqui um custo social com cinema de quase quatro mil e trezentos contos”, revelou, precisando que em 2007, a taxa de ocupação da sala de cinema da cidade se centrou nos 21,6 por cento, com 4765 bilhetes vendidos num total de 122 sessões.

Lamentou ainda que, em alguns dias, tenham estado apenas 26, 17, oito, sete pessoas e, que tenha havido um dia em que “não houve exibição por não aparecer uma única pessoa”. O autarca também se revelou insatisfeito com a taxa de ocupação – 29,67 por cento – da sala de cinema por ocasião do segundo Ciclo de Cinema Português promovido pela Câmara Municipal. “Mesmo gratuito, a taxa de ocupação não aumentou muito”, considerou na ocasião.

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