A crise já se agrava desde há vários anos. Sobretudo desde o incremento, pelo sistema capitalistaimperialista, da teoria e das práticas (fraudulentas) do chamado neo-liberalismo e do monetarismo moderno.

E a “crise” agrava-se…

E, anos a fio, disseram-nos os (des)governantes de turno e repetiram-nos os “papagaios” e outros “líderes de opinião” que: – “ quanto menos Estado, melhor” ; que o “mercado é que decide”; que esta “globalização” financeira e económica nos poria no céu, cá na terra; que o necessário é sermos “competitivos”; que o Estado “não tem vocação para gerir bem” (mas, como se vê, esse mesmo Estado tem as costas largas e disponíveis tem os cofres públicos para servir os seus maiores “críticos”, os banqueiros e outros grandes especuladores…).

Relembre-se que, cá entre nós, o PCP sempre afirmou que não era assim… Pois bem – pois bem, não, pois mal – eis que “estoirou” a crise com o estoiro de não se sabe quantas “bolhas especulativas” engendradas pelo sistema dominante, seus (des)governantes e mandantes.

As mistificações…

E a crise continua a agravar-se para desgraça maior dos mesmos do costume, ou seja de nós. Enquanto isso, a “fina-flor” do sistema – grupos inteiros de banqueiros e outros especuladores – afinal revela-se como uma corja de vigaristas e de incompetentes!… Mas, o sistema dominante – através dos (des)governantes de turno – lá vem em socorro injectando-lhes, agora directamente nos “buracões”, milhares de milhões em recursos financeiros públicos.

Mas também as grandes multinacionais – das tais ditas “competitivas” – como, por exemplo, as da indústria automóvel,  também essas afinal precisam desses mesmos recursos públicos de emergência…

Os “aldrabilhas”…

Por cá, ainda há bem pouco tempo atrás, este (des)governo PS nos garantia que Portugal estaria a salvo da crise… Agora, de repente, “a crise” serve-lhes de desculpa para tudo. Agora, os “incendiários” da crise – os (des)governantes e seus mandantes – agora, é vê-los a tentar enganar-nos quando se pretendem fazer passar por “bombeiros”… E durante doze anos seguidos, os “aldrabilhas” de turno foram-nos dizendo, e jurando com cara de “anjos sérios”, que era preciso descer o défice das contas públicas até aos 3% ao ano, depois para os 2% … diziam-nos eles que para evitar a crise financeira…

A pretexto, sucessivos (des)governantes decretaram a contenção e a redução dos salários, das pensões e reformas; reduziram o investimento público; encerraram e privatizaram serviços públicos por tudo e por nada; concederam deduções e isenções fiscais fabulosas aos banqueiros e a outros grandes especuladores; decretaram que as exportações eram o único caminho possível para garantir o futuro da economia do nosso País.

A pretexto ainda, hipotecaram, até ao nível de crime de lesa-pátria, a soberania e a independência nacional. Ou seja, uns e outros deitaram mais crises em cima da crise… O resultado é o que se vê. Mas, agora, ei-los, pressurosos, os (des)governantes de turno, a passarem o tal défice para já para quase 4%, e amanhã logo se verá realmente para quanto, até porque estamos em ano de eleições… E, assim de repente, duplicam o “défice” possível das Contas Públicas, dizemnos agora que para tentar a saída da crise financeira… Quer dizer, até aqui a redução forçada do “défice” era para evitar a crise e, agora, a súbita duplicação do “défice” afinal é para sair da crise !… Mas, então em que ficamos ?

Mas então para que serviram estes sacrifícios todos impostos ao Povo, repete-se, durante doze anos seguidos?… Entretanto, o PCP sempre afirmou que os “aldrabilhas”, a pretexto do “défice”, estavam era a sacrificar os direitos e interesses das Portuguesas e dos Portugueses, estavam era a sacrificar o aparelho produtivo nacional, as pequenas e médias empresas, sempre em favor dos grandes grupos económicos e financeiros. E o PCP sempre disse, e continua a afirmar, que os caminhos para a saída da crise passam pela defesa e incremento da produção nacional; pelo apoio público prioritário para as pequenas e médias empresas; pela mais elevada taxação contributiva dos lucros da Banca e da Bolsa; pela promoção do consumo interno o que também passa pela melhoria dos salários, das pensões e reformas.

A verdade

Afinal, quem vem salvar da falência grande parte dos grupos financeiros; quem vem garantir os créditos financeiros para as empresas; quem vem garantir os depósitos bancários dos cidadãos; quem está a fazer tudo isso, é o Estado – são os Estados – através dos Bancos Centrais e da Banca Pública… Sim, que “sorte” é para as Portuguesas e os Portugueses (ainda…) termos, em Portugal, uma Banca Pública no caso chamada Caixa Geral de Depósitos!…

Agora, revoltante também é o (des)governo PS apenas vir “nacionalizar” – cobrir com recursos públicos – os prejuízos do sector financeiro e não nacionalizar pelo menos parte dos lucros dos banqueiros. Sim que, em Portugal, a Banca continua a dar quase quatro milhões de Euros de lucro, por dia. Sempre à nossa custa. Até quando ?… Vêm aí eleições. Não quer juntar-se a nós para ajudar a sair destas crises ??

* Autarca da CDU  – Oliveira do Hospital

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