O PS acusa o presidente da Câmara de só agora – com uma Junta de Freguesia governada pelo PSD – ter feito uma obra que desde há muito que era reivindicada pelo PS.

“É a velha e estafada estratégia de tentar paralisar as Juntas de Freguesia”

Numa nota de imprensa enviada ao Correio da Beira Serra, o Secretariado da Comissão Política Concelhia doImagem vazia padrão PS de Oliveira do Hospital e a Coordenação da Secção do PS de Alvôco das Várzeas não poupam críticas, nem argumentos oposicionistas relativamente ao que tem sido a postura do presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital (CMOH) desde 2001. E a gota de água terá sido a inauguração da reconstrução do Açude da Volta em Alvôco de Várzeas, oito anos após o problema ter sido detectado e a menos de dois anos de Mário Alves concluir o seu segundo mandato.

A inauguração da reconstrução do Açude da Volta decorreu sábado passado, 1 de Dezembro, e o PS de Oliveira do Hospital não perdeu tempo e tratou logo de dirigir “farpas” ao presidente da (CMOH) acusando-o de “eleitoralismo calculista”. No documento com a mesma data (1 de Dezembro), os socialistas fazem um levantamento cronológico, com início em Setembro de 1999 até 1 de Dezembro de 2007, através do qual, dão conta das várias vezes que os eleitos locais alertaram a Câmara Municipal para a necessidade de recuperação do Açude da Volta, por se tratar de “uma infra-estrutura indispensável quer à população da freguesia de Alvôco de Várzeas, quer ao próprio concelho, no que diz respeito à preservação e regularização das margens do rio e do seu leito, evitando a destruição de bens e o desgaste dos pilares da Ponte Nova a jusante do açude que, como se sabe, tem vindo a acontecer e, de que a destruição provocada pelas cheias de 2006 bem exemplifica”.

Não deixando de se congratular por a reconstrução estar agora concluída, o PS oliveirense acusa a maioria PSD na Câmara de “por vergonhosos motivos de perseguição política ao trabalho da Junta de Freguesia de então, com vista a provocar o seu desgaste aos olhos da população”, ter adiado a realização da obra.

São mencionados os sucessivos alertas dos eleitos locais que – segundo o PS – chegaram a solicitar apoio à Comissão de Coordenação de Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC) e a apresentar soluções técnicas, bem como do vereador José Francisco Rolo que “apontou, também, uma solução exequível para o financiamento da intervenção através da medida III.13 do POR_Centro”.

“Esta forma de estar não serve o concelho e não dignifica a actuação da CMOH”

Ao presidente da CMOH, o PS não hesita em lançar a acusação de “manifesta falta de vontade política”. “É a velha e estafada estratégia de tentar paralisar as Juntas de Freguesia que “não interessam” ao Senhor Presidente da Câmara”, sustentam os socialistas, criticando o facto de, “por meros objectivos politico-partidários “ se ter “desperdiçado a oportunidade” de fazer a obra “com financiamento da CCDR-C, poupando dinheiro ao Orçamento Municipal”. “Será este o apregoado rigor na gestão financeira do Orçamento Municipal? Não é com certeza”, avança o PS, olhando para a “História desta obra” como “uma sucessão de vergonhosos e inexplicáveis adiamentos por motivos político – partidários contra a Junta de Freguesia de maioria PS”.

Na opinião dos socialistas “a obra é tão necessária hoje como era em 1999, 2001 ou 2005”, pelo que “se já estivesse concluída, teria evitado a destruição do Parque Merendeiro e do pilar da Ponte Romana”. O PS rejeita “a politica arrogante do “quero, posso e mando” que – como adianta – “é preciso denunciar e combater com frontalidade”. E conclui: “esta forma de estar não serve o concelho e não dignifica a actuação da CMOH”.

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