O candidato oficial do PSD à Câmara Municipal, e actual presidente da mesma, é bastas vezes considerado como uma personalidade controversa.

E outros equívocos mais…

A actual liderança da concelhia do PSD em Oliveira do Hospital diz dele muito pior do que isso. Enfim, diremos nós que uns e outros têm obrigação de se conhecer bem mutuamente…pois partilharam as maiores responsabilidades na Autarquia e militam todos no PSD há já muitos anos…

Qual é pois o equívoco? O equívoco principal é a (ainda) liderança da concelhia do PSD em Oliveira do Hospital pretender convencer-nos que é a maior e a mais respeitável “oposição” à maioria PSD na Câmara e Assembleia Municipal. Também aqui se pretende que haja o PSD “bom”, o da actual liderança concelhia, e o PSD “mau”, o da maioria autárquica (ou ao contrário, consoante o lado…).

Agora, e por ter sido rejeitada oficialmente pelo próprio partido, a facção PSD afecta à liderança, com o “auto-suspenso” líder da Concelhia à frente, anda a engendrar umas listas de candidatos, ditos “independentes”, mancomunada com a concelhia do CDS. Pelo seu lado, os dirigentes locais do CDS/PP, ao que se sabe, também se vão travestir de “independentes” (por uns tempos pelo menos…) para reforçar esta espécie de embuste político-partidário das listas dos alegados candidatos “independentes”. Tal como sempre dissemos, a maior “força” do PS para as próximas eleições autárquicas em Oliveira do Hospital, reside na divisão interna do PSD caso esta divisão venha a repercutir-se, “aritmeticamente”, nas votações para as Autárquicas. A questão é se o “tiro lhes sai pela culatra” ou seja, não é de excluir que as tais listas “pseudo-independentes” também venham a “comer” muitos votos de eleitores que até já estiveram antes com o PS…

“O Município sou eu !”
Entretanto, a maioria PSD na Câmara não apresentou “Programa Eleitoral” às últimas eleições. O Presidente da Câmara argumenta, a propósito, que isso não é necessário porque “as pessoas confiam”.

Provavelmente, também não vão apresentar “Programa Eleitoral” para as próximas eleições autárquicas a 11 de Outubro. Esperam que as pessoas “continuem a confiar”…

Equívoco:- a confiança que se pede aos Eleitores não se pode pretender que seja cega; não se deve pedir aos Eleitores que passem “cheques em branco” aos futuros eleitos. Isso não é transparente nem é democrático. Um “Programa Eleitoral” – pelo menos para a CDU – é um compromisso de honra para com os Eleitores. O “Programa Eleitoral” é uma das principais bases de aferição, no caso do desempenho autárquico, que a População pode ter quando chegam as eleições seguintes. Enfim, quem for eleito sem um “Programa Eleitoral”, definido e apresentado antes das eleições, vai depois ser avaliado objectivamente face a quê ?

Ora, não apresentar “Programa Eleitoral”, antes das eleições, é estar a fugir às responsabilidades ainda antes de ter sido eleito.

Equívoco:- é como se, assentado em cima da respectiva maioria PSD como se esta fosse um “trono”, o Presidente da Câmara dissesse ou pensasse: – “O Município sou eu !”

Ora, a verdade é que o Presidente da Câmara não é o Município, nem pouco mais ou menos…

Aquece o tempo.
E a campanha eleitoral, também aquece ?…

A 27 de Setembro são ao Eleições Legislativas. A 11 de Outubro as Autárquicas.

Por cá, o ambiente pré-eleitoral dá sinais de espevitação. Mas, ainda assim, é legítimo chamar a atenção para certos “excessos” como aquele que aconteceu na última sessão da Assembleia Municipal com as duras invectivas e os “pesados” classificativos com que, sobretudo alguns eleitos ( e agora candidatos) PS mimosearam o Presidente da Câmara em especial. Sim, houve excessos verbais muito criticáveis.

O debate político deve ser “forte” e, por vezes, quiçá apaixonado. Porém, deve evitar-se que resvale para o confronto pessoal ou pessoalizado; para a “luta de galos” em que até parece que só o poder pessoal interessa.

A prioridade e a energia dos candidatos ou eleitos devem ir, fundamentalmente, para manter o respeito perante princípios, para as ideias, para as propostas, para os “Programas Eleitorais” e respectiva execução posterior. E não é pelo facto de se falar mais alto ou com mais arrogância que se tem mais ou melhor razão. E acreditam que quem aqui diz isto agora também já cometeu alguns “excessos”…

Sim, é possível travar o combate político com elevação, com paixão e com respeito pelos adversários.

Entretanto, agora, metem-se férias pelo meio… Para Setembro, temos logo a campanha para as Legislativas que vai ser renhida. A data das Autárquicas , 11 de Outubro, vai chegar logo, logo a seguir que nem vai haver tempo para aquecer muito a respectiva campanha eleitoral. Depois, bem, depois “ a luta continua !”…

Mantenha-se calmo, senhor Director do CBS…
O Director do CBS está a assumir-se como o principal “crítico” daquilo que eu por aqui escrevo. É ser um pouco “juiz em causa própria” mas enfim. Agora, necessário é que não abuse da sua posição…

Em comentários que faz à “carta ao Director” por mim enviada e publicada no CBS anterior ( 22 de Julho), o Director do CBS afirma que eu, João Dinis, para além de andar a “enviar recados” (!?) tenho lançado nas páginas do CBS “um conjunto de insinuações para desacreditar um órgão de informação que lhe dá voz ( ao João Dinis) há uma série de anos”, e citei.

Francamente ! Senhor Director do CBS, o senhor não insinua, afirma. Mas afirma uma falsidade muito grande aliás assente na pretensão de estar dentro da minha própria cabeça a “espiar” as minhas intenções mais escusas … Essa “tentação inquisitorial” tem já contornos de censura prévia e, aqui chegados, como deve compreender, da parte do João Dinis, nem um milímetro só ele se vai desviar. Não se pode admitir tentativas de “julgamento” por “delito de opinião” e venham lá elas de onde vierem e de quem vierem.

Pois, senhor Director do CBS, olhe que o que de facto pode desacreditar o CBS são juízos de intenções como esse que faz e que, se eu entrasse pela mesma linha de argumentação, eu diria que o senhor Director faz “para me desacreditar” perante os leitores.

Olhe que o que de facto desacredita o CBS são aqueles “comentários” pessoalizados – tão raivosos quanto tontos – que atulham o CBS “on-line” e que o Senhor Director do CBS de lá não retira como eticamente deveria retirar.

João Dinis
Autarca da CDU – Oliveira do Hospital

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