Ecologistas apelam à Ministra da Agricultura e ao Ministro do Ambiente que proíba de forma “urgente” caça à rola-brava que está prestes a abrir

A coligação ecologista C6 apelou à Ministra da Agricultura e ao Ministro do Ambiente que proíba, com carácter de urgência, a caça à rola-brava, cuja abertura está prevista para este mês (dia 21), de modo a prevenir a extinção desta espécie. A coligação C6 é constituída pelo GEOTA, FAPAS, LPN (Liga para a Protecção da Natureza), Quercus, SPEA-Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves e WWF Portugal e alega no seu pedido que a rola-brava é uma espécie migradora que está a desaparecer a um ritmo galopante em Portugal e na Europa.

“A situação da espécie na Europa é muito grave, estimando-se que a sua população tenha decrescido 73 por cento nos últimos 20 anos”, referem, acrescentando que a abertura da caça a esta ave surge numa altura em que é provável a existência de muitas rolas em nidificação ainda com crias no ninho e, pontualmente, ovos de posturas tardias ou segundas posturas. “Conjugada com a quantidade e a extensão dos incêndios florestais que têm ocorrido em Portugal, esta situação provocará uma quebra ainda maior nas já debilitadas populações selvagens de Rola-brava”, frisam.

O comunicado daquela entidade refere que aquela ave foi incluída na lista vermelha de espécies ameaçadas da UICN – União Internacional de Conservação da Natureza, com o estatuto de vulnerável. “Esta inclusão na lista é um reconhecimento internacional e científico da ameaça de extinção que a espécie enfrenta”, continuam, apelidando de irresponsabilidade e insensibilidade a atitude demonstrada nesta matéria pelos sucessivos governos, o que pode contribuir para a extinção da Rola-brava em Portugal a muito curto prazo.

E terminam relembrando algo dramático: “Não podemos esquecer o triste destino do Pombo-viajante americano, que foi considerado a ave mais abundante do mundo e cujo último exemplar morreu num jardim zoológico em 1914. A extinção é para sempre”.

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