Economia portuguesa cresce 1,1 por cento no segundo trimestre

O Produto Interno Bruto (PIB) português cresceu 1,1 por cento no segundo trimestre, face ao trimestre anterior, interrompendo um movimento de queda que dura desde os últimos três meses de 2010, mas continua a cair em termos homólogos, segundo o INE.

De acordo com a estimativa rápida divulgada hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), o PIB terá crescido 1,1 por cento entre abril e junho deste ano, em comparação com os primeiros três meses do ano, altura em que caiu 0,4 por cento também em cadeia (face ao trimestre imediatamente anterior).

No entanto, em termos homólogos o PIB continua a cair. A quebra apresentada neste segundo trimestre do ano foi de 2% face ao segundo trimestre do ano passado, e só não foi mais expressiva devido a uma queda mais leve do investimento (em especial na construção) e por um efeito de calendário (a celebração da Páscoa em março deste ano, quando no passado foi em abril) que provocou assim uma aceleração expressiva das exportações de bens e serviços.

Assim, a economia cumpriu também 10 trimestres de queda em termos homólogos.
O INE piorou ainda, pela segunda vez, os números da contração em termos homólogos do primeiro trimestre deste ano.
A primeira estimativa apontava para uma quebra de 3,9 por cento, no destaque anterior foi revista para 4 por cento e agora passa a 4,1 por cento.

A explicação segundo o INE é a incorporação de informação mais recente sobre o comportamento do comércio internacional de bens, fazendo revisões nos valores (em termos nominais) e ao nível dos deflatores (que afetam o valor em euros, como é o caso da inflação, sem denotar um verdadeiro crescimento) para o 1º trimestre de 2013.

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  • Guerra Junqueiro

    É extraordinário.

    Nos últimos 2 anos o nosso endividamento face ao exterior (balança corrente) passou de 150€/mês por cada pessoa (-10% do PIB) para um saldo positivo (2013 até Maio) de 20€/mês (+ 1.3% do PIB). Quando em meados de 2010 se tomou consciência da necessidade de acabar com o endividamento externo.
    Ter-mos conseguido ajustar a economia a uma quebra no endividamento externo de 11.2 pp com apenas uma queda de 6.2% do PIB foi notável.
    E agora há uma probabilidade de 33% de que Passos Coelho acabe o seu mandato ultrapassando a posição vivida no 2º trimeste de 2011, ultimo trimestre da governação do Sócrates.
    Se tal se concretizar favoravelmente, será algo extraordinário porque será conseguido num período em que parou o endividamento externo que, entre 1995 e 2011, foi a grande muleta das políticas económicas dos governos socialistas e, mesmo assim, com um crescimento económico na ordem dos 0.1%/trimestre.
    Os socialistas dizem que crescer 1.1% num trimestre não é nada de especial mas, nos tempos do Sócrates, precisaram de 2.5 anos (10 trimestres) e com grande
    endividamento externo para conseguirem um crescimento acumulado igual ao conseguido em apenas 3 meses desta governação.
    Haja vergonha. Já estou a ver chegar 2015 e o Passos Coelho, já todo careca, a arrancar uma maioria absoluta.

    Não podemos esquecer o Gasparzinho nem o Álvaro.

    Não tanto pelo que fizeram mas pela convicção de que a austeridade era (e é) o caminho certo para Portugal.
    Em vez de apenas implementarem as politicas quando obrigados (como acontece na Grécia), adoptavam-nas por convicção.
    E essa convicção deu como resultado que contraímos 6.2% e a Grécia já contraiu mais de 25% e não está ainda previsto quando deixará de contrair.
    É a diferença entre fazer à última da hora, com greves e manifestações na rua e com a corda na garganta ou fazer por convicção e, com isso, convencer as pessoas de que “o outro caminho” só nos levaria à miséria.

    Cumprimentos
    Guerra Junqueiro