Oliveira do Hospital impõe aumentos no preço da água que chegam a superar os 65 por cento

EDP diz que intervenção em ETA de Oliveira do Hospital que afecta abastecimento de água serviu para garantir caudais

A EDP Produção explicou hoje, numa resposta às críticas do presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital, que interveio na Estação de Tratamento de Águas (ETA) da Senhora do Desterro, em Oliveira do Hospital, para garantir a eficiência dos caudais à entrada da central. A empresa reconhece que a intervenção foi mais demorada que o esperado, mas assegura que as entidades competentes foram avisadas da operação e que está a fazer tudo para regularizar a situação. A resposta surge depois de José Carlos Alexandrino ter responsabilizado esta tarde a EDP pelos constrangimentos que se estão a verificar ao nível do abastecimento de água da rede pública do concelho.

“Esta intervenção da EDP, feita sem qualquer aviso prévio, teve um impacto muito negativo na ETA que abastece três concelhos e tem-se registado um grande aumento da turvação na água bruta, condicionando, por isso, a capacidade de produção de água”, denunciou José Carlos Alexandrino, sublinhando que a situação obriga o município a socorrer-se de camiões cisternas dos bombeiros para tentar garantir o fornecimento de água potável à população. Salienta ainda que esta situação ocorreu “precisamente numa altura em que a região foi afectada por uma severa onda de calor, o que juntamente com o aumento da população, que habitualmente se regista por esta altura do ano, gera sempre elevados consumos de água”.

José Carlos Alexandrino garante que a empresa Águas do Vale do Tejo e o município estão a realizar “todos os esforços no sentido de minimizar os constrangimentos de abastecimento de água potável”, mas aconselha a população a que durante o verão – e especialmente nestes dias – efectue “um consumo moderado e responsável”.

A EDP Produção, por seu lado, assegura que as “entidades competentes foram avisadas pela empresa, nomeadamente o ICNF, a APA e a Águas Vale do Tejo, no sentido de minimizar o potencial impacto dos trabalhos”. “A intervenção veio a revelar-se mais demorada do que o previsto, mas a EDP Produção está desde a primeira hora a fazer todos os esforços para restabelecer a normalidade da operação”, refere a empresa.

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  • João Dinis, Jano

    E falam, falam, falam… mas nós é que ficamos sem água !
    Eis mais um mau resultado das opções políticas tomadas pela Câmara Municipal de Oliveira do Hospital, e outras, ao enveredarem pela concessão do fornecimento de água ao Concelho através deste sistema “empresarial” que radica na Barragem da Senhora do Desterro. E a esta má consequência há que juntar os preços excessivos que pagamos pela água …
    E na minha Terra, Vila Franca da Beira, hoje, dia 13 de Agosto, continuamos sem pressão na rede da Água – e sem mais explicações – aliás sem que a Câmara seja capaz de resolver o problema. E não me venham para cá com a treta que a responsabilidade é da tal Empresa que tem a concessão pois, afirmo sem hesitar, a responsabilidade política é da Câmara Municipal que nos “entalou” nesses maus negócios.
    E falam, falam, falam…mas é conversa da treta.
    João Dinis, Jano