“Em seis anos de governo, nem um metro quadrado de IC foi construído em Oliveira do Hospital”

 

Recuando ao ano de 2007 para recordar o dia em que o secretário de Estado das Obras Públicas e Comunicações esteve em Oliveira do Hospital a “anunciar traçados espetaculares do IC6, IC7 e IC37”, Mário Alves revelou-se esta manhã muito crítico por, até agora, nenhum traçado estar a beneficiar o concelho.

“Caiu o governo e nem um metro quadrado de IC no concelho de Oliveira do Hospital”, afirmou o vereador do PSD, em reunião pública do executivo oliveirense, onde também acusou o governante de fazer “propaganda”.

Para além de criticar a governação socialista dos últimos seis anos, Mário Alves destacou também a prestação do secretário de Estado que é natural de Oliveira do Hospital e que “não fez um metro quadrado de betuminoso dentro do concelho”. “Isto é um facto”, referiu o eleito social-democrata, reprovando ainda a possibilidade de Paulo Campos poder vir a encabeçar a lista do PS no distrito de Coimbra, para o ato eleitoral de 5 de junho.

Esclarecendo que o governo se demitiu depois do chumbo do PEC quatro, por parte de toda a oposição, incluindo do PSD, o vice-presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital lembrou a Alves que os quilómetros de IC que estão construídos, “foram feitos sempre pelo mesmo governo”.

José Francisco Rolo criticou ainda o PSD por a nível local criticar o secretário de Estado e, por no parlamento se posicionar contra a concessão do pinhal e da Serra da Estrela. “Até lhe chamaram as autoestradas cor-de-rosa”, acrescentou.

Na luta pela construção dos IC, José Francisco Rolo louvou a “atitude combativa” do presidente da Câmara Municipal que “nunca se deixou amordaçar”. “O combate tem sido permanente e não nos temos calado”, acrescentou o também presidente da Comissão Política Concelhia do PS de Oliveira do Hospital, que deixou garantias de que estará sempre ao lado de Alexandrino, porque “a não construção dos IC é uma injustiça”.

Atribuindo à situação financeira que o país atravessa a responsabilidade por a obra dos IC não avançar, o presidente da Câmara Municipal referiu que, hoje, havia condições para se avançar com a obra, porque existem os estudos necessários.

José Carlos Alexandrino foi, por isso, mais longe ao considerar que gostava de ter sido presidente de Câmara no tempo de Mário Alves “porque assim os IC já estariam construídos”.

A apreciação é que não caiu bem junto ex-presidente de Câmara que apelou a Alexandrino para não fazer demagogia. Para Mário Alves, os IC não são obra da autarquia, mas sim do governo. Por isso, não deixou de criticar o atual presidente de Câmara pelo facto de, em período de campanha para as eleições autárquicas, ter escrito nos cartazes que com ele o IC6 ia ser uma prioridade.

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