Empresário levantou calçada para reclamar propriedade de caminho

… do aldeamento turístico projetado para aquele espaço como forma de reclamar a posse do caminho.

Francisco Cruz passou das palavras aos atos. Depois de meses a tentar provar que é legítimo proprietário do caminho que durante anos possibilitava o acesso ao poço de águas termais, localizado nos terrenos de que é dono, e onde se prepara para construir um complexo turístico de cinco estrelas, o conhecido empresário decidiu ontem cortar o mal pela raiz e levantar a calçada que, em 2005, foi “ilegitimamente” colocada e que fez do antigo carreiro, caminho de utilização pública.

Com recurso a uma retro-escavadora, Francisco Cruz procedeu ao levantamento de toda a calçada, transformado o caminho num amontoado de pedra e impossibilitando a sua utilização.

“Só fui reaver aquilo que foi ilegitimamente ocupado em 2005”, desabafou Francisco Cruz ao correiodabeiraserra.com que garante não existir qualquer documento que ateste que o caminho em causa seja de “utilização pública”.

“Não existe qualquer documento da Junta de Freguesia e da Câmara Municipal que indique que parte da propriedade – o caminho – foi doado, vendido ou expropriado”, afirma o empresário. A suportar-se também nos levantamentos topográficos que apenas dão conta da existência de um carreiro e não de um caminho, Francisco Cruz garante estar a reclamar um caminho que é seu e que foi indevidamente ocupado.

O empresário parte para esta posição radical numa altura em que a Câmara Municipal adota uma postura “neutral” em todo o processo e remete para a barra do tribunal a resolução deste impasse que teve início, em junho passado, com a população das Caldas a entregar um abaixo assinado na autarquia a reclamar a utilização pública do caminho.

“Perante a posição da Câmara, percebi que teria que ser eu a assumir a propriedade do caminho”, referiu Francisco Cruz que assegura estar tranquilo por estar consciente de estar a tomar posse do que é seu, pelo que “quem se sentir lesado com esta ação que vá para o tribunal ou para onde quiser”. “Não me preocupa rigorosamente nada”, clarifica o empresário que, neste processo, se sente lesado pelos atrasos a que o arranque da construção do aldeamento turistico tem estado sujeito.

Em causa está um projeto com investimento estimado em perto de cinco milhões de Euros e que assenta no conceito de turismo de base termal com “características diferenciadoras de tudo o que existe no mercado”.

Os trabalhos de construção do empreendimento turístico de cinco estrelas, com capacidade para 76 camas, deverão arrancar no decorrer desta primavera, prevendo-se que os mesmos estejam concluídos até agosto de 2014, altura em que Francisco Cruz conta abrir as portas aos primeiros turistas que, espera, “venham de todo o mundo”.

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