A Escola Superior de Tecnologia e Gestão (ESTGOH), frequentada por cerca de 700 alunos, é hoje uma das principais âncoras de desenvolvimento do concelho de Oliveira do Hospital. Às vezes, tenho no entanto a sensação de que há muito boa gente – tanto na política, como na própria sociedade civil – que subestima o seu peso e a sua importância, bem como o forte impulso que provoca na economia local.

Encanar a perna à rã

Se por algum acaso do destino a ESTGOH encerrasse portas, Oliveira do Hospital sofreria uma perda irreparável. Mas se assim é por que é que andamos há cerca de 10 anos a encanar a perna à rã com as novas instalações da ESTGOH? Lembro-me que, logo após a sua criação, começou de imediato a discussão bacoca da localização. Na altura – estávamos na aurora do novo século –, uns falavam em S. Paio de Gramaços, outros na Misericórdia de Galizes. Os oliveirenses não abdicavam, contudo, de deixar a ESTGOH sair da cidade. Enquanto nós perdemos este tempo todo a discutir o sexo dos anjos, no concelho de Seia – sublinhe-se que a Escola Superior de Turismo e Telecomunicações (ESTT) foi criada no mesmo dia que a ESTGOH –, a câmara local disponibilizou o terreno, fez a pressão política e, quando ainda António Guterres era primeiro-ministro, a ESTT começou a ser construída de raiz num moderno edifício, localizado em Arrifana, na periferia de Seia.

Hoje, quando mais do que nunca já todos percebemos que um dos grandes desígnios de Oliveira do Hospital é lutar pela consolidação da ESTGOH, toda a gente fala mas não os vejo a fazer nada. Nesta fase do campeonato, é urgente que a câmara municipal diga publicamente o que pensa sobre o assunto bem como o próprio Instituto Politécnico de Coimbra.

Se pretendem criar um campus universitário no devoluto centro de negócios da Acibeira, assumam-no sem rodeios. Não sacudam é sistematicamente a responsabilidade para os governos, sem que antes exista uma localização e um projecto definidos.

Henrique Barreto

LEIA TAMBÉM

Os jornais também se abatem

Os jornais também se abatem, e esta é a última edição impressa do CBS – um jornal com cerca de 20 anos de história que fundei na Primavera de 1988 e cuja publicação suspendi em 2002.

Correio da Beira Serra suspende publicação em Junho

Hoje, trago más notícias. O Correio da Beira Serra, em versão impressa, vai suspender a sua publicação.