Encontrado sem vida homem que matou três familiares em Montemor-o-Velho

O homem de 41 anos que ontem à noite matou três familiares com tiros de caçadeira no concelho de Montemor-o-Velho ter-se-á suicidado de seguida. Antes assassinou o pai, mãe e avó, em Faíscas. As autoridades só entraram na habitação na localidade de Faíscas, em Arazede (concelho de Montemor-o-Velho), oito horas depois Paulo Cruz, de 41 anos, se ter barricado, mas o suicídio terá acontecido pouco depois dos homicídios. Os crimes terão ocorrido cerca das 21h00 dentro da casa onde o suspeito residia com os pais e uma avó. Os três corpos das vítimas encontravam-se num pátio nas traseiras da habitação.

Paulo da Cruz foi encontrado morto numa das divisões da habitação onde cometeu o massacre pela GNR que montou uma operação que durou toda a noite. Mas só ás 5h00 da madrugada, depois de ter chegado de Lisboa um autocarro da GNR com elementos do Grupo de Intervenção de Operacionais, a iluminação de toda a aldeia foi apagada e poucos minutos depois os operacionais das  entraram na habitação. Os primeiros corpos começaram a ser retirados pelos bombeiros às 06h34 da manhã e às 07h30 as ambulâncias saíram do local já com os quatro corpos.

Os contornos do crime são ainda desconhecidos. A GNR refere que o indivíduo tinha problemas de depressão mas sem qualquer história de violência, tendo regressado a Portugal há cerca de três meses, após um problema laboral no Luxemburgo onde estava emigrado. Mas deixou uma mensagem no Facebook dirigida ao Sindicato dos Trabalhadores (OGBL) no Luxemburgo. “Agradeço à OGBL por tudo o que me fizeram… Corruptos de primeira ordem. Não aguentei mais. Peço desculpa aos de mais. Senti-me envergonhado e sem apoio. A pior situação de um ser humano. Espero que à minha pseudo-filha a ajudem. As secretas da União Europeia são da pior espécie”, lê-se na mensagem.

O coronel João Seguro, comandante GNR de Coimbra, confirmou que a “hipótese mais provável, que era o suicídio do homicida”. “Foi esse o cenário que encontrámos dentro da residência. Estas operações (…) têm sempre de privilegiar o factor segurança da nossa parte e de quem está na outra situação. Foi isso que fizemos”. Neste momento estão no local elementos da Polícia Judiciária a recolher indícios para perceber como tudo aconteceu.

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