Menos alunos e professores no arranque de ano letivo na Cordinha

 

“A escola parte para o novo ano letivo com alguma preocupação”, admite o diretor do Agrupamento de Escolas da Cordinha, em Ervedal da Beira, que ontem deu o pontapé de saída para o novo ano letivo.

Carlos Carvalheira refere-se em particular à tendência dos últimos anos e que se tende a agravar de redução do número de alunos. Composto pela escola sede, em Ervedal da Beira, e pelas escolas do 1º Ciclo de Ensino Básico de Seixo da Beira e Vila Franca da Beira, o Agrupamento de Escolas inicia o novo ano letivo com 340 alunos, menos 10 do que no ano passado. Uma tendência que iniciou no ano letivo de 2003/2004 e que, até ao momento, já se traduziu na perda de cerca de uma centena de alunos. A médio prazo, a projeção já anunciada pela equipa que prepara o Projeto Educativo Local, não é melhor, já que se perspetiva que até 2015/2016 a escola perca cerca de 100 alunos.

Pese embora a tendência nacional de redução demográfica, Carlos Carvalheira justifica a redução de alunos com o facto de muitas famílias daquela zona do concelho optarem pela via da emigração e até de rumarem para a sede de concelho.

Em momento de preparação do Projeto Educativo local, o diretor do Agrupamento de Escolas da Cordinha sabe que a perda de alunos configura mau presságio para a escola, mas ainda assim insiste em defender a autonomia da escola nos moldes atuais, opondo-se “liminarmente” à constituição de um único mega agrupamento concelhio.

“A Cordinha tem uma identidade própria e espero que venha a ser respeitada”, referiu Carlos Carvalheira, mostrando-se disponível para colaborar com a equipa que prepara o projeto Educativo Local, para que se encontra a “melhor solução educativa para o concelho”.

Carvalheira lembra que a perda do número de alunos na Cordinha não é novidade para ninguém, pelo que confessa não ter ficado surpreendido com os recentes dados disponibilizados pela equipa liderada por António Rochette Cordeiro. “Nós já sabíamos, mas agora existem dados científicos que podem funcionar como uma boa base de trabalho” referiu.

No arranque de um novo ano letivo com menos alunos, Carlos Carvalheira tem ainda a registar a redução do pessoal docente fruto da nova legislação. Ainda assim, o responsável entende estarem reunidas as condições para a escola levar por diante a sua missão educativa centrada no bom desempenho de cada aluno.

Uma pretensão que intensificou com a atribuição, pelo quinto ano consecutivo, dos prémios de mérito escolar aos 15 alunos que no último ano se destacaram quer pelo bom desempenho escolar, quer pelo comportamento geral. Aos alunos foram entregues diplomas e cheques brinde no valor de 25 Euros. Uma prática, explica o diretor, só possível graças à benemerência de Mário Escada que todos os anos disponibiliza 250 Euros ao Agrupamento para aquele efeito. “ Nós colocamos o restante em falta”, disse Carlos Carvalheira que se orgulha por dirigir uma escola que prima pelos bons resultados escolares dos seus alunos.

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