O Plano Estratégico Nacional de Turismo (PENT) aprovado pelo Governo e com um horizonte até 2015 é o documento que estabelece as principais linhas orientadoras ...

Entre o mar e a serra…

… do desenvolvimento do turismo em Portugal para os próximos anos.

Este Plano considera que “é estratégico desenvolver 6 novos pólos turísticos: Douro, Serra da Estrela, Oeste, Alqueva, Litoral Alentejano e Porto Santo”.

Ao concelho de Oliveira do Hospital, que tem todo um conjunto de características e especificidades peculiares, não lhe faltam condições para se impor como um importante “produto” turístico à boleia dessa grande marca que é a Serra da Estrela. Nunca o soubemos fazer nem temos qualquer perspectiva que nos possa conduzir a alcançar esse objectivo. Falta-nos engenho e arte. Na Câmara Municipal de Oliveira do Hospital, pura e simplesmente, o pelouro do turismo não existe. Manda a verdade dizer que a Região de Turismo da Serra da Estrela – e tantas outras, incluindo a do Centro –, também nunca teve capacidade de vender aquele que deveria ser um dos mais importantes destinos turísticos do país.

Como muitas outras entidades de cariz público, as regiões de turismo serviram muitas das vezes para saciar o apetite voraz das clientelas partidárias e – salvo honrosas excepções – caíram numa confrangedora inoperância.

Não sei se bem se mal – vamos ver como é que é para depois contar como é que foi – o Governo decidiu mudar as regras do jogo e reorganizar o sector. Oliveira do Hospital aproveitou a dica e o partido que detém o poder local decidiu – de forma apressada e atabalhoada, na Assembleia Municipal – pôr-nos no Centro.

Não foi uma decisão racional nem muito menos uma decisão pensada para servir os superiores interesses do município. Foi – do meu ponto de vista e do de muito boa gente – uma decisão com contornos político-partidários. É que na Serra da Estrela está Jorge Patrão, do PS; e no Centro, encontra-se Pedro Machado, do PSD.

Na Assembleia Municipal desta sexta-feira o PS bem “esperneou”, mas ficou bem claro que o maior partido da oposição não tinha a lição estudada.

Ao PSD – seguro na sua confortável maioria de braços quase que “programados” para se levantarem automaticamente – bastou-lhe invocar a legislação produzida pelo Governo como factor obrigatório para a mudança. Não é assim: Oliveira do Hospital poderia – e devia – ter ficado no Pólo de Desenvolvimento Turístico da Serra da Estrela, que como atrás escrevi é considerado como um dos 6 novos pólos estratégicos para a promoção do turismo em Portugal.

Henrique Barreto

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