“Entre Pedras Nascem Rosas” e parque biológico em Meruge

Em causa está o concurso “Entre Pedras Nascem Rosas” que, até 15 de Julho, pretende reavivar a tradição de colorir as casas e as ruas “fazendo da freguesia um exemplo vivo de beleza natural”.

Na apresentação do concurso, realizada esta tarde em conferência de imprensa, o presidente da Junta de Freguesia destacou a importância da iniciativa que, no ano passado, viu concretizada uma primeira fase, que consistiu no ajardinamento de todos os espaços públicos da freguesia.

João Abreu explicou que, agora, é chegada a hora de desafiar a população a aderir – as inscrições devem ser efectuadas até 15 de Março – a uma iniciativa que já se arrasta desde o anterior mandato, com direito a prémio monetário no valor de 50 Euros, sendo que na rua mais florida será afixada uma placa evocativa.

“Entre Águas” dará lugar a Parque Biológico

De acordo com João Abreu, é chegado o momento de a freguesia investir “em aspectos que têm a ver não só com as necessidades básicas da população, mas também da cultura, do ambiente, do bem-estar e embelezamento geral da freguesia”.

Tomando o exemplo do logótipo da freguesia – uma flor – o autarca local referiu que é intenção da autarquia “fazer jus a esse elemento identitário da freguesia”. Neste domínio, João Abreu levantou as pontas do véu de um projecto, que prevê uma intervenção no espaço, onde funcionou o posto de captação de água para abastecimento à freguesia, designado por “Entre Águas”. O objectivo – explicou – é o de potenciar a criação de um parque biológico.

“Quando chegámos à Junta de Freguesia, aquele local era uma selva impenetrável e, depois de desactivado, a primeira preocupação foi limpá-lo”, referiu João Abreu, sublinhando que na altura os índices de poluição da água – maioritariamente provocada por descargas de queijarias – eram elevados. “Hoje a poluição diminuiu, mas não desapareceu”, notou o autarca, informando que o projecto candidato ao PROVERE – Programa de Valorização Económica dos Recursos Endógenos já passou a fase da pré-aprovação e, aguarda pelo aval favorável da Comissão de Coordenação de Desenvolvimento Regional do Centro.

“Pensamos que aquele sítio deve ser valorizado e transformado num elemento de atracção para Meruge”, sustentou João Abreu, notando que a poluição que se continua a verificar não deverá impedir a aprovação do projecto que – como disse – espera ver no terreno ainda no decorrer do actual mandato. “Batemo-nos pelos projectos e, salvo uma ou outra excepção, chegamos sempre a bom porto”, considerou.

O futuro parque biológico deverá nascer numa área de cerca de dois hectares, num projecto estimado em 350 mil Euros, sendo que os terrenos do domínio privado foram cedidos pelos proprietários.

Fundamentalmente composto por dois lagos, um passadiço, uma diversidade de animais, peixes, aves e plantas, o projecto tem o objectivo de proporcionar aos visitantes alguns ambientes perdidos, devendo constituir um atractivo para as escolas e famílias de um modo geral. Muito vocacionado para o lazer, o parque biológico perspectiva também uma componente científica havendo já contactos com biólogos e ornitólogos.

Paralelamente, a Junta de Freguesia de Meruge conta também avançar com a reabilitação do parque arqueológico de São Bartolomeu, mediante candidatura ao PROVERE.

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