EPTOLIVA afirma-se como entidade formadora na região

 

… a Escola Profissional se pretende afirmar como “grande entidade formadora “ não apenas em Oliveira do Hospital e Tábua, mas também em Arganil e Góis.

A Eptoliva – Escola Profissional prepara-se para entrar numa nova fase da sua história. Quando assinala 21 anos de atividade, a escola mantém a sua dedicação ao ensino profissional, mas dá como certa a entrada em novos desafios.

Um novo trajeto que, coincidente com a entrada em funções de uma nova equipa diretiva liderada por Joel Vasconcelos, segue no sentido da formação destinada a ativos, empresas, entre outros. A ideia é alargar o campo de ação da Escola Profissional – tem nos municípios de Oliveira do Hospital e Tábua os principais aliados – que ao mesmo tempo pretende ampliar a sua área de intervenção.

Pese embora a decisão do município de Arganil de abandonar o projeto do ensino profissional, a EPTOLIVA não deixa aquele território desprotegido, tendo hoje mesmo inaugurado as novas instalações naquele município destinadas à formação. Uma formação que também vai contemplar o concelho de Góis no âmbito de uma candidatura que a EPTOLIVA viu aprovada para um conjunto de 12 mil horas.

“Os paradigmas alteraram-se um pouco”, registou esta manhã o presidente da Adeptoliva – Entidade gestora do ensino profissional em Oliveira do Hospital, Tábua e Arganil, que tomando por base as dificuldades que nos últimos anos se têm imposto ao ensino profissional, disse ser hora de a Eptoliva abraçar novos desafios.

“Preconizou-se uma nova via para a Eptoliva sem que se abandonem os cursos profissionais”, referiu Artur Abreu na sessão comemorativa do 21º aniversário da escola, que sem deixar de aludir ao “sucesso” verificado em torno da admissão de novos alunos – “em 2011 entraram 65 alunos e este ano admitimos 100 e conseguimos abrir nova turma em Tábua”, explicou – disse não ter dúvidas de que a escola profissional tem condições para se afirmar como “entidade formadora de banda larga, que tem em atenção as necessidades da região”. Para o presidente da Adeptoliva, trata-se de uma “aposta na região”.

Uma “nova via” que o diretor executivo da Eptoliva classifica como essencial para a “sobrevivência” da escola. “A Eptoliva precisa de alargar a oferta formativa porque o mercado assim o exige”, afirmou Joel Vasconcelos dando como certa formação gratuita – para ativos e empresas – nas áreas de línguas, indústrias alimentares, silvicultura e caça, ciências informáticas, secretariado e trabalho administrativo. “Informática inclusiva” é o projeto formativo que também vai decorrer, a preço simbólico, em algumas Juntas de Freguesia do concelho. No âmbito de parcerias com entidades creditadas, a Eptoliva vai igualmente proporcionar o curso, por sistema e-learning, de mediador, agente e corretor de seguros.

“Pretendemos aumentar as ofertas”, garantiu Joel Vasconcelos, reafirmando a intenção de transformar a Eptoliva no “grande centro de formação da região centro”. O cartão Eptoliva destinado àquela comunidade escolar com o objetivo de potenciar o comércio local foi outra das novidades hoje apresentadas, a par da Newsletter – Epto New’s – que a partir de hoje vai funcionar como principal canal de informação da escola para o exterior.

“Precisamos de uma escola que desafie o futuro”

“As escolas profissionais hoje têm outros desígnios”, entende o presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital, convencido que está da necessidade de a Eptoliva “desafiar o futuro”.

“A escola tem que adivinhar os sinais que estão aí”, reforçou José Carlos Alexandrino, confiante na capacidade de trabalho da nova equipa diretiva liderada por Joel Vasconcelos, figura à qual reconhece “capacidade de trabalho”, “experiência” e a mais valia de não ser do concelho, não estando por isso ligado “a um conjunto de interesses”, tendo por isso possibilidade “de ver as coisas de maneira diferente”. A relação com o mundo empresarial é para o autarca condição obrigatória para o sucesso da Eptoliva.

Uma estrutura que, entende José Carlos Alexandrino encaixa no triângulo composto pela Eptoliva, ESTGOH e BLC3, que há-de determinar o desenvolvimento económico do concelho e da região.

Uma visão partilhada pelo presidente da Assembleia Municipal de Oliveira do Hospital que que disse acreditar que “da congregação destas três entidades há-de resultar o combate à crise que nos assola”. “Já há bons sinais a nível têxtil”, referiu António Lopes que, tomando por base a formação que esteve na génese dos empresários que hoje vingam no concelho – “oriundos das escolas comerciais e industriais”, frisou – valorizou o ensino profissional em detrimento do superior.

“Se calhar temos perdido oportunidades por descurarmos o ensino profissional”, notou o responsável, verificando que, segundo os dados, na Europa o ensino profissional (80 por cento) predomina sobre o superior (20 por cento). “O ensino profissional deve ser a aposta forte”, considerou.

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