Escolas de Casal de Abade e Avô não abrem portas no próximo ano lectivo

As Escolas Básicas do primeiro ciclo das localidades de Casal de Abade (seis alunos) e Avô (quatro alunos) não vão abrir portas no início do próximo ano lectivo. A informação foi avançada, esta tarde, pelo próprio presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital, que esclareceu que o encerramento daqueles estabelecimentos de ensino “já estava previsto” e, não é consequência directa do anúncio feito recentemente pelo governo relativamente ao encerramento de escolas com menos de 21 alunos.

Por resolver está, contudo, o caso da EB1 das Seixas, frequentada por nove alunos. “Achávamos que era importante para aquela comunidade, que a escola continuasse aberta mais um ano”, considerou José Carlos Alexandrino.

Prevendo que também as EB1 de Gramaços e de Gavinhos se mantenham em actividade por apenas mais um ano, o presidente da Câmara sossegou a comunidade educativa de Vila Franca da Beira, Seixo da Beira (com mais de 21 alunos) e Meruge (com frequência prevista de 18 alunos) com a garantia de que também estas escolas se vão manter abertas.

“Nós nunca poderíamos concordar com o seu encerramento”, asseverou Alexandrino, sublinhando que a Câmara a que preside “acha que é um disparate transportar crianças de tenra idade para centros educativos”. Na opinião do autarca “é preciso proteger as aldeias” e não contribuir para a sua desertificação.

Apesar de defender a continuidade da EB1 das Seixas, Alexandrino acaba por não discordar com o encerramento de estabelecimentos de ensino com menos de 10 alunos. “É preciso equacionar soluções”, defendeu, informando estar em processo de negociações com o Ministério da Educação.

“O Centro Escolar que temos em Oliveira do Hospital não é nada…”

Numa altura em que assiste ao encerramento das EB1 de Casal de Abade e Avô, o presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital não deixa de revelar satisfação pelos passos dados, no sentido de dotar a freguesia de Nogueira do Cravo com um centro escolar.

“Entregámos o projecto do Centro Escolar de Nogueira do Cravo no Ministério da Educação e, estamos à espera do parecer positivo para se fazer a candidatura”, revelou Alexandrino, desvendando ainda que tem em processo de negociação, a possibilidade de construção de um centro escolar de raiz em Oliveira do Hospital.

Apesar de ainda não ter obtido qualquer certeza, relativamente ao projecto que pretende ver construído na cidade, Alexandrino continua a lamentar que Oliveira do Hospital seja servida por “um centro escolar que não é nada e que não tem condições para ter todos os miúdos”.

“Se, há quatro anos, eu fosse presidente da Câmara, hoje, Oliveira do Hospital tinha um centro escolar dos mais modernos do país, tal como têm outras cidades”, assegurou Alexandrino que, numa crítica directa às politicas educativas do anterior executivo, considerou que o município deveria “ter partido para um projecto com ambição”. “Os nossos miúdos merecem essa ambição”, rematou.

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