A Câmara Municipal de Oliveira do Hospital deverá dar hoje início, juntamente com os feirantes, ao sorteio dos espaços do novo recinto da feira mensal.

Espaços do novo recinto da feira deverão começar hoje a ser sorteados

Esta foi, pelo menos, a indicação dada na última reunião do executivo oliveirense, pelo vice-presidente Paulo Rocha que adiantou que no prazo de uma semana “deverá estar tudo atribuído”.

O uso do novo recinto para o fim que foi construído – o espaço já foi usado aquando da realização do Campeonato Nacional e Europeu de Enduro no passado mês de Junho – está previsto para dia 14 Julho, registando por isso um adiamento de cerca de dois meses, já que inicialmente a autarquia estimava que o espaço fosse activado na feira de Maio. Sublinhe-se que no dia 27 de Junho, em reunião da Assembleia Municipal, o presidente Mário Alves não deu resposta ao deputado socialista Carlos Mendes quando este lhe perguntou as razões do atraso.

Foi também o mesmo eleito que se revelou critico pelo facto de autarquia não ter disponibilizado o novo terreiro à Associação de Estudantes da Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Oliveira do Hospital para a realização da Semana Académica. Mendes não deixou contudo de elogiar a cedência do espaço ao Clube Seita para a organização do Enduro, sustentando que “aquele investimento de um milhão de Euros tem que ser rentabilizado”. C

Com que contam os feirantes e população

Os trabalhos de construção – traduzidos num investimento de 867 mil euros – estão concluídos e, o espaço localizado junto ao cemitério da cidade num total de 20 mil metros quadrados caracteriza-se pela disposição dos feirantes de acordo com vários sectores de venda.

De acordo com a autarquia, o novo terreiro – contrariamente ao que se verificava no espaço anteriormente ocupado junto à corporação de bombeiros da cidade e Avenida Dr. Carlos Campos – foi estruturado tendo em conta aquilo que são as necessidades dos feirantes e população. O espaço dispõe de água canalizada, sistema de escoamento de águas, ligação à electricidade e – como assegurou Mário Alves – depósitos para a colocação de papel, plástico e outras embalagens, bem como casas de banho e iluminação.

Toda a área da feira está dividida em espaços de dimensões variadas com marcações no piso, destacando-se a particularidade de aos feirantes não ser permitido efectuar qualquer tipo de perfurações. Esta foi, de resto, uma pretensão muito defendida pela autarquia que decidiu dotar cada um dos espaços com argolas que permitam a montagem dos toldos e outros equipamentos.

Ainda antes da realização da nova feira mensal, a Câmara Municipal deverá dotar o espaço com painéis informativos que permitam à população saber onde se encontram os produtos que procura.

Alves não quer farturas e garante estacionamento

Na análise ao regulamento para utilização do novo espaço, o presidente da Câmara Municipal discordou do facto de a disposição já definida em planta permitir que farturas e talho estejam próximos . “Não devemos estar a misturar estas questões”, referiu Mário Alves, revelando-se contra a existência de farturas no interior da feira. “São óleos em tudo quanto é lado”, notou, acabando por ser contrariado por José Ribeiro de Almeida que defendeu a existência de farturas na feira. “Nas feiras dos 7 e dos 23 em Coimbra também existem farturas”, acrescentou o vereador socialista.

Em matéria de estacionamento, o presidente da autarquia disse haver “espaços suficientes”, destacando o estacionamento junto ao cemitério, ao mesmo tempo que indicou a utilização do espaço anteriormente usado para a realização da feira, para esse fim. “Não temos problemas nenhuns de estacionamento”, garantiu.

Pretensão é antiga

O novo espaço para acolher a realização da feira mensal era já uma reivindicação antiga, pelo que, eram por demais conhecidas as queixas dos feirantes, pela inexistência de quaisquer condições de higiene no local anterior. Já para não falar do caos que se vivia na Avenida Dr. Carlos Campos, onde se tornava mesmo impossível a circulação automóvel, no espaço contíguo ao posto local da GNR e quartel dos bombeiros voluntários.

A transferência da feira começou a ser tratada na década de 90 pelo então presidente César Oliveira, embora a solução encontrada – terreno junto da Zona Industrial – não tenha sido a que acabara por vingar. Foi no executivo de Carlos Portugal que a Câmara Municipal iniciou as negociações junto ao cemitério novo da cidade.

O protelamento da obra mereceu duras críticas e não se vinha escapando ao descontentamento geral dos comerciantes e clientes. O próprio veterinário municipal já tinha reconhecido ao Correio da Beira Serra que “os feirantes têm alguma razão”, por considerar que a actual feira não respeitva as mais elementares normas existentes em matéria de higiene e segurança alimentar.

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