Especialistas debateram a violência na comunidade escolar

A Comissão de Proteção de Crianças e Jovens de Oliveira do Hospital (CPCJ) em parceria com o Agrupamento de Escolas de Oliveira do Hospital (AEOH), a Associação de Pais (APAS) e o Município, dinamizou o debate “Violência e Comunidade Escolar: Que realidades?”.

Moderado por Ana Cristina Camacho, Olinda Duarte e Elisabete Lopes, técnicas ligadas à CPCJ, o debate contou com os contributos de João Redondo, psiquiatra responsável pelo Serviço de Violência Familiar do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra; João Nóbrega, do Instituto de Medicina Legal, IP – Delegação do Centro; Albano Dinis, diretor do Agrupamento de Escolas de Oliveira do Hospital; Ana Álvaro presidente da Associação de Pais, e José Carlos Ferreira Alves, em representação da Guarda Nacional Republicana.

“Dinamizado no âmbito do projeto “Tecer a Prevenção”, este debate fomentou o conhecimento entre os vários agentes sociais e educativos sobre a problemática da violência na comunidade e escolar, as suas repercussões, e mecanismos de intervenção na ótica da prevenção e da conjugação de esforços e otimização de recursos”, refere nota informativa.

“Estamos aqui para discutir de forma livre e espontânea um conjunto de questões e realidades que decorrem do contexto em que estamos”, afirmou o presidente da CPCJ, José Francisco Rolo, na abertura do encontro, dando conta de que “neste início do ano escolar é importante refletir em que circunstâncias o mesmo se vai desenvolver”, conjugado com o “contexto socioeconómico que se vive em Oliveira do Hospital, em que são visíveis situações de desemprego que criam também situações de mal estar psicológico que afetam as famílias”.

O responsável adiantou que “o grande parceiro da CPCJ é a escola pública, onde são sinalizados a maioria dos casos” que seguem para acompanhamento por parte da Comissão.

José Francisco Rolo defendeu ainda o “alargamento da comissão à comunidade”. “Temos de envolver mais as gentes e os diferentes atores para montar uma rede cada vez mais larga e de malha mais estreita na deteção precoce de situações de risco”, referiu.

Deste debate, o presidente da CPCJ reforçou a importância da recolha de um “conjunto de propostas que sirvam de guia, com medidas concretas, para que a CPCJ possa alargar a sua implantação e alargar a sua rede de deteção ou proteção o mais precocemente possível, para que cumpra cabalmente a sua função e vá o mais longe possível”.

Uma das grandes conclusões partilhadas por todos os presentes foi a necessidade de criação de espaços para ouvir as pessoas, com o envolvimento dos parceiros e técnicos, de forma a atuar precocemente na prevenção e deteção.

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