Longe vão os tempos em que o marketing era apenas visto como o conjunto dos meios que uma empresa dispunha para vender os seus produtos e serviços com rendibilidade.

Espelho meu, espelho meu, haverá alguém mais belo do que eu?

Actualmente sabemos que marketing é muito mais do que isto e que os fundamentos que levaram ao surgimento desta definição tradicional caíram definitivamente por terra. Reduzir o marketing à venda de produtos a clientes deixou de fazer sentido, pois sabemos que, hoje em dia, o marketing é também utilizado, entre muitos outros aspectos, para intensificar relações, proporcionar emoções, promover comportamentos e até mesmo para promover pessoas.

Denominado por muitos de Marketing You, o Marketing Pessoal surge como uma tendência que tem como principal preocupação a definição de estratégias com o objectivo de valorizar o ser humano de forma a este aumentar a notoriedade no mercado onde actua. Claro que não quero com isto comparar pessoas a sabonetes, mas, certamente, todos concordam que todos nós, à semelhança do que acontece com os produtos, temos necessidade de nos darmos a conhecer para alcançar o sucesso. Assim sendo, nunca podemos esquecer que, quer no mercado do trabalho quer no mercado das relações, o nosso grande desafio será sempre destacarmo-nos no meio da multidão que luta para obter uma posição de destaque. Estando conscientes de todos estes aspectos, como devemos actuar nesses mercados onde a competitividade é tão feroz?

Antes de mais e tal como acontece nas empresas, a primeira etapa passa pela elaboração de um diagnóstico. Nesta fase devemos reflectir sobre nós próprios para identificarmos quais são os pontos fortes que iremos evidenciar na nossa estratégia e quais os pontos fracos que deveremos melhorar. Só depois desta fase concluída é que chegou o momento de definirmos afinal quais são os nossos objectivos para depois avançar com diferentes acções. Sabemos à partida que, para nos promovermos perante os outros, temos de trabalhar, por exemplo, a nossa aparência, formação académica e extra-curricular, educação, comunicação verbal e não verbal, honestidade, ou seja, temos de ter como único objectivo tornarmo-nos num produto com qualidade. Não nos podemos esquecer que o marketing pessoal, para além de trabalhar a embalagem exterior, preocupa-se essencialmente com o conteúdo, pois só trabalhando estes dois aspectos em simultâneo é que o nosso “preço”, ou seja, o valor que os outros nos atribuem pode efectivamente aumentar.

Para ajudar a obtenção de resultados positivos, temos ainda de trabalhar mais duas variáveis: a comunicação e a distribuição. Quanto à distribuição, podemos referir a necessidade de estar nos locais certos à hora certa e de conseguirmos nesses eventos manter e desenvolver uma rede de contactos que facilite a nossa futura promoção e, por consequência, a obtenção de sucesso.

Terminada a definição das variáveis que caracterizam o mix do Marketing Pessoal, chegou o momento de definirmos um orçamento, ou seja, avaliarmos quanto iremos gastar para colocar em prática toda a nossa estratégia. Esta poderá passar por uma aposta num novo guarda-roupa, numa formação, num curso de inglês, etc. Por fim e não menos importante, passado algum tempo, teremos de avaliar se a nossa estratégia está a atingir o nosso objectivo. Caso contrário, teremos de identificar os erros e actualizar o nosso plano de acção até ao momento em que olhamos para o espelho e observamos um “produto” de qualidade capaz de vencer a concorrência.

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Associação Nacional de Jovens Formadores e Docentes (FORDOC)

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