“Está agora claro para os militantes e simpatizantes o motivo que conduziu à desfiliação de Paulo Rocha”

 

Derrotado em lista adversária à de José Carlos Alexandrino nas últimas eleições autárquicas, o antigo vice presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital inicia já na próxima semana funções no executivo em permanência eleito pelo Partido Socialista.

Nada que surpreenda a presidente da Comissão Política de Secção do PSD de Oliveira do Hospital que já há alguns meses antevia este cenário e que começou a ganhar contornos maiores com a desfiliação de Paulo Rocha do PSD, partido onde nos últimos anos travou duras batalhas políticas no que reporta à liderança da estrutura concelhia.

Sandra Fidalgo que já em outubro – altura em que Paulo Rocha abandonou o partido e passou a ocupar o lugar de vereador da oposição na condição de independente – lançava a suspeição sobre os reais motivos da desfiliação de um dos mais importantes rostos do PSD local, chega agora à conclusão de que não foram as suas declarações proferidas a este diário digital que conduziram à saída de Rocha da família social-democrata.

“Entendo que o que mais pesou foi a vontade expressa do senhor presidente da Câmara Municipal de querer Paulo Rocha no executivo em permanência”, refere a líder concelhia dos sociais-democratas que, perante o anúncio oficial da integração de Rocha na equipa de Alexandrino considera que “está claro para os militantes e simpatizantes ” que a recente desfiliação não foi fundamentada pelas declarações que proferiu ao jornal e das quais Rocha se tem valido.

Para a presidente do partido que espera em breve reunir com a restante Comissão Política para avaliar o caso, a ida de Paulo Rocha para a máquina da Câmara Municipal é resultado de uma posição que tem vindo a ser tratada “há muito tempo”.

“Toda a gente sabia do interesse do presidente da Câmara em ter Paulo Rocha no executivo”, referiu, aludindo também às próprias declarações de Rocha a este jornal no momento em que refere que o interesse de Alexandrino “não é de maio, nem de junho”.

Sandra Fidalgo entende que de um modo geral todos esperavam por este desfecho, mas adverte que apesar de se tratar de uma decisão pessoal, a mesma acaba por ter “consequências políticas”. É que ainda que na condição de independente – sublinha Fidalgo – Paulo Rocha não renunciou ao lugar de vereador na Câmara Municipal para o qual foi eleito com as cores da social-democracia.

“Parece-nos um bocadinho estranho que um vereador agora aceite um lugar no executivo para defender os interesses de Oliveira do Hospital”, afirmou, chamando ainda à atenção para o reduzido espaço de tempo que medeia a desfiliação e admissão no executivo em permanência.

“Estamos a falar de uma desfiliação que ocorreu em outubro e de uma integração no executivo que acontece em dezembro”, constata.

A presidir à Comissão Política de Secção do PSD de Oliveira do Hospital desde maio de 2010, Sandra Fidalgo garante sempre primar por uma atitude de “integração no partido”.

A prová-lo – garante a responsável – está o facto de nunca ter dado início ao tão apregoado “processo de exclusão” dos vereadores do PSD na Câmara Municipal que insistiam em se posicionar à margem da estrutura concelhia. “O nosso papel sempre foi o de tentar integrar, ouvir e arrumar a casa. Só não veio à Comissão Política quem não quis”, rematou.

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