“Esta Escola representa uma resposta educativa importante para o Vale do Alva”

 

Sinalizado como sendo um dos agrupamentos de escolas do concelho que mais alunos tem perdido e com maior tendência para perder, o Agrupamento de Escolas do Vale do Alva partiu, na última sexta-feira, para um novo ano letivo.

Um pontapé de saída que aconteceu numa altura em que a escola, localizada na Ponte das Três Entradas, assinala 10 anos de atividade.

“Acompanhei a escola nos últimos 10 anos e orgulho-me pelo serviço que é aqui prestado”, referiu a diretora do Agrupamento de Escolas do Vale do Alva, colocando especial ênfase ao acompanhamento que é dado aos alunos “a todos os níveis”. “É esse serviço que queremos continuar a prestar”, disse Sandra Fidalgo, explicando que é essencialmente por aquele motivo que a escola tem resistido à ideia de agregação dos agrupamentos escolares. “Estamos solidários com o país, mas acima de tudo estamos preocupados com a educação e acompanhamento dos nossos jovens”, insistiu a responsável que, no trabalho educativo que tem vindo a ser desenvolvido no Vale do Alva, tem a sublinhar a boa colaboração dos encarregados de educação que, como registou, “têm sido impecáveis”.

Quando assinalava os 10 do AEVA, Sandra Fidalgo notou a importância que a escola tem para o Vale do Alva como forma de o manter vivo e combater a sua desertificação. Razão que, como sublinhou, deve continuar a prevalecer, defendendo por isso uma “escola de proximidade e qualidade educativa”.

“10 anos? É claro que valeu a pena. Os alunos gostam e os pais confiam”, afirmou também o presidente do Conselho Geral do AEVA. Nuno Seixas não tem dúvidas de que está em causa um “agrupamento de referência”, mas que é necessário inverter o cenário de diminuição de população escolar. “Urge que se incentive a natalidade pelo aumento das respostas de creche e de ATL”, referiu o docente, notando que “o concelho necessita de uma estratégia global”.

Começando por esclarecer que o dinheiro gasto na Educação “é um investimento e não uma despesa”, o presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital não deixou de criticar as recente medidas que “diminuem a qualidade educativa”. José Carlos Alexandrino referia-se em concreto ao aumento do número de alunos por turma e à diminuição do número de professores. Do mesmo modo, o autarca reforçou a sua oposição à agregação de agrupamentos “sem lógica de territorialização”.

No AEVA, Alexandrino registou a preocupação do município para com a área educativa, colocando esta matéria à frente das obras físicas. “Se for preciso não fazer obras para apoiar na área da educação, podem contar comigo”, registou o autarca.

Convidado para entregar os prémios aos alunos do quadro de mérito da escola, Alexandrino deixou ainda votos para que a escola inverta o cenário de perda de alunos. “Este ano são 280… que para o ano sejam 380. Era muito bom”, rematou.

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