“Estava convicto que o PSD distrital era liderado por pessoas credíveis, sérias e de bom senso… afinal enganei-me”

“Não fujo às minhas responsabilidades. Tendo em conta a desconsideração e o desrespeito a que todos fomos sujeitos, o não cumprimento das normas expressas nos estatutos por parte da Comissão Política Distrital e Nacional, o vexame e o estatuto de menoridade atribuído a todos os militantes do nosso partido, entendo declarar solenemente que me manterei até ao fim disposto a lutar pelos valores que sempre defendi”, afirma José Carlos Mendes numa carta dirigida aos militantes sociais-democratas a que o correiodabeiraserra.com teve acesso.

Num tom altamente polémico, Mendes reitera que não “merecia este tratamento indigno e reprovável por parte das estruturas” do PSD a nível distrital e nacional, e deixa antever que vai participar nas autárquicas de 2009 ao salientar que assumiu “compromissos com os militantes, simpatizantes e população em geral” que – conforme refere – “não se cansam de o incentivar a continuar a defender as suas ideias e projectos”.

“Estava convicto que o meu partido era liderado a nível distrital, por pessoas credíveis, sérias e de bom senso. Afinal enganei-me…”

Sublinhando que ao longo dos últimos três anos “tudo tentou para dignificar o PSD”, o líder da concelhia releva o facto de ter transformado o partido numa “das maiores forças políticas” a nível distrital e até nacional, e tira uma conclusão: “…ganhei duas eleições internas consecutivas com a ajuda e apoio da maioria dos militantes. Estava convicto que o meu partido era liderado a nível distrital, por pessoas credíveis, sérias e de bom senso. Afinal enganei-me, diz José Carlos Mendes na missiva a que este diário digital acaba de ter acesso.

Em jeito de conclusão, Mendes sublinha aos militantes que vai continuar a trabalhar “para que o nosso concelho saia dignificado” e antevê que “esta decisão infeliz e indigna da comissão política distrital – ao nível da escolha de Mário Alves como candidato à câmara – irá ter a resposta adequada da maioria dos oliveirenses”.

Conforme escreve o ainda presidente do PSD local – tudo aponta para que Mendes se demita do partido – “podem alguns julgar que tudo compram e que o poder está acima da lei. Há, no entanto, valores que não podem ser beliscados. A consciência individual e o direito à indignação é algo que não se compra nem vende”, observa o mais do que provável candidato à presidência da autarquia oliveirense, numa lista de independentes.

Líder da distrital diz que não vai “alimentar mais polémicas”

Entretanto, em declarações ao Diário As Beiras, o presidente da comissão política distrital do PSD, afirmou que o partido “cumpriu escrupulosamente as orientações nacionais para a campanha autárquica de 2009 e os estatutos do PSD”.

Notando que as escolhas efectuadas “servem em primeira instância os interesses e os munícipes de cada um desses concelhos, sustentado no reconhecimento do trabalho feito, da obra realizada e do empenho dos nossos autarcas”, Pedro Machado diz não estar disponível para “alimentar mais polémicas” ou “factos fabricados, que desgastam o partido e não beneficiam nem os municípios, nem os munícipes”.

Machado deixa também claro que não alimenta “vaidades pessoais” e observou que “a nenhum militante o presidente da distrital admite que não cumpra, escrupulosamente, os estatutos do partido”,  avançando que caso isso se verifique em Oliveira do Hospital ou em qualquer outro concelho, accionará “todos os meios para garantir o cumprimento dos estatutos do PSD e na defesa que o partido deve fazer sempre, de que, acima das questões pessoais e dos interesses partidários, estão os interesses dos cidadãos”.

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