ESTGOH resiste mas não evita fuga de alunos

Ainda não é no próximo ano letivo que o presidente do Instituto Politécnico de Coimbra, Rui Antunes, vê atendida a sua intenção de transferência de alunos, professores e funcionários da Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Oliveira do Hospital (ESTGOH) para Coimbra.

A proposta que constava da ordem de trabalhos do Conselho Geral do IPC que reuniu, na tarde da última sexta-feira, nem chegou a ser colocada à votação, por decisão do presidente daquele órgão.

“Foi uma decisão extremamente positiva”, afirmou há instantes o presidente da ESTGOH ao correiodabeiraserra.com, revelando que por agora a escola está concentrada na preparação do novo ano letivo e na captação de novos alunos.

Jorge Almeida, que nos últimos dias se viu a braços com a ameaça de encerramento da escola já em 2012, está agora preocupado em conferir “estabilidade à ESTGOH”.

“Queremos que nos deixem trabalhar e nos deixam fazer aquilo que sabemos”, afirmou o presidente da ESTGOH que, em vésperas de arranque do novo ano letivo, se depara com uma autêntica fuga de alunos.

“Cerca de 40 alunos já se transferiram para Coimbra”, contou Jorge Almeida, receando que as baixas não fiquem por aqui e, tenham já efeitos práticos na realização de matrículas dos alunos colocados na ESTGOH na 1ª fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior, cujos resultados são conhecidos no dia 19 de setembro.

O presidente da ESTGOH não deixa também de recear que a escola possa vir a ter um dos piores resultados de sempre, no que respeita às restantes duas fases do concurso.

“Vai demorar anos a recuperar”

O pedido de transferência de alunos é resultado direto da ameaça de encerramento e é uma medida adotada pelas famílias que não deixa de ser compreendida por Jorge Almeida.

No entanto, o presidente da ESTGOH não tem dúvidas de que está perante um “problema”, por estar em causa “um número anormal de saídas da ESTGOH”.

“Vai demorar anos a recuperar”, adverte o presidente que a este diário digital se confessou “preocupado” porque a ESTGOH só serve os alunos, se os tiver. Com o novo ano letivo a bater à porta – as aulas começam dia 4 de outubro – Jorge Almeida espera que o impacto negativo causado pela ameaça de encerramento fique por aqui.

Com menos uma licenciatura, Jorge Almeida garante ter em curso o reforço da oferta formativa, ainda que sempre sujeita à decisão da comissão que, a partir de agora, tem a responsabilidade de articular toda a oferta formativa afeta ao IPC. Esta foi uma proposta aprovada por unanimidade em Conselho Geral de 9 de setembro.

De acordo com Jorge Almeida, a intenção de abertura de um curso ligado à área das energias renováveis, numa parceria direta com a Plataforma para o Desenvolvimento da Região Interior Centro, continua em cima da mesa e será apresentada aos elementos que constituirão a dita comissão.

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