ESTGOH: Presidente da Câmara solicitou audiência ao secretário de Estado do Ensino Superior

 

É “um sentimento de unidade” que o presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital quer transmitir ao secretário de Estado do Ensino Superior, João Filipe Queiró, a propósito do caso da ESTGOH, na audiência que o próprio solicitou ao governante, mas que ainda carece de agendamento.

Para o efeito, José Carlos Alexandrino já desafiou as forças políticas do concelho de Oliveira do Hospital para com ele participarem naquele encontro, com o objetivo de mostrar que “em Oliveira do Hospital há unidade em volta do problema da escola”.

O pedido de nova audiência a João Filipe Queiró surge na sequência do recente episódio protagonizado pelo presidente do IPC na sessão de abertura do novo ano letivo da ESTGOH – acusou o autarca oliveirense de “brincar com o fogo” – e que no imediato valeu a resposta do presidente da Câmara  que o acusou de “incendiário”.

Em causa está a constante ameaça de encerramento da ESTGOH e que, teve o seu momento mais grave em agosto deste ano, altura em que Rui Antunes decidiu pela não atribuição de dotação orçamental àquela escola com o objetivo de a encerrar.

Uma ameaça que, na ocasião, acabou por ser afastada pelo próprio ministro da Educação, mas que continua a assombrar o estabelecimento de ensino superior que, no arranque do novo ano letivo, já sentiu as consequências com a redução significativa na entrada de novos alunos.

Desde aquela data que se tem vindo a assistir ao agudizar das relações entre o presidente da Câmara Municipal e o responsável pelo IPC. Contudo, foi a 21 de novembro que a troca de galhardetes ganhou expressão maior.

Perante a intervenção que Rui Antunes fez na sessão, em Oliveira do Hospital, o presidente da Câmara Municipal não duvida das intenções do responsável pelo IPC no que respeita ao futuro da ESTGOH. “Ele mostrou claramente quais eram os seus objetivos”, sublinha José Carlos Alexandrino que, apesar de não ter ouvido Rui Antunes a dar o encerramento como certo, não deixa de temer pela adopção de medidas que conduzam ao seu esvaziamento.

O autarca não esconde a sua preocupação em torno deste problema que, conforme já teve oportunidade de referir, “não contava ter que enfrentar”. “Nunca antevi e gostava de não ter tido este problema no meu mandato”, sublinhou.

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