ESTGOH: Taxa de ocupação foi “razoável”, mas Nuno Fortes espera atingir os 100 por cento

Os dados divulgados, no passado fim-de-semana, não confirmaram a tendência de ocupação plena que a Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Oliveira do Hospital (ESTGOH) registou nos dois últimos anos. Com mais um curso a concurso, a escola afecta ao Instituto Politécnico de Coimbra assistiu, este ano, a uma ocupação de 56%, traduzida no preenchimento de 90 das 160 vagas disponíveis.

A excepção recai contudo nos cursos de Engenharia Informática e Administração e Marketing que assistiram à ocupação total do número de vagas, 20 e 30 respectivamente.

Com apenas 16 vagas preenchidas, o curso de Engenharia Civil conta com nove sobras, mas foi no curso de Administração e Finanças – com 45 vagas iniciais – que se registou o pior cenário, com um total de 30 sobras.

No primeiro ano sujeita a concurso, a licenciatura em Gestão Integrada em Qualidade, Ambiente e Segurança foi a mais penalizada na primeira fase. Com 40 vagas iniciais, a nova resposta da ESTGOH só assistiu à ocupação de nove lugares.

Numa análise aos números, o director da ESTGOH considera que “atendendo ao contexto em que a escola se insere, os resultados são razoáveis”. “Estão na linha daquilo que foi conseguido por outras instituições da região”, frisou Nuno Fortes, referindo-se aos resultados obtidos por escolas afectas aos politécnicos de Viseu e da Guarda.

Lembrou, contudo, que no caso da ESTGOH “o número de vagas preenchidas (90) é muito semelhante ao registado no ano passado (120)”, sendo que a diferença assenta no número de vagas a concurso que, este ano, foi superior (160). Pese embora a razoabilidade dos resultados, a expectativa de Nuno Fortes passa pela ocupação total nas próximas duas fases do concurso de acesso ao ensino superior.

Num olhar por cada curso, Nuno Fortes destaca os bons resultados de Engenharia Informática e Administração e Marketing. Considera “razoável” a taxa de ocupação de Engenharia Civil e confessa que os resultados verificados na licenciatura em Administração e Finanças “se situam abaixo das expectativas da direcção da escola”.

A este diário digital, Nuno Fortes disse estranhar o preenchimento de apenas 15 das 45 vagas a concurso, pelo facto de se tratar de um curso que nasceu aquando da criação da própria escola.“É um curso consolidado e conhecido pelos alunos”, referiu, notando contudo que as escolas da região também assistiram a uma diminuição da procura por este curso.

Quanto ao novo curso, Nuno Fortes considera que os resultados “não foram bons”, mas remete a responsabilidade para o Ministério do Ensino Superior, pela publicação tardia daquele curso no site do guia de acesso.

Expectante na ocupação total das vagas sobrantes, o director da ESTGOH aguarda também pelo número final de alunos matriculados. É que – como sublinhou – tendo em conta a experiência de anos anteriores “não haverá correspondência entre o número de colocados e o número de matriculados”. “É um fenómeno que é transversal a outras escolas”, verificou, justificando tal facto com a distância a que a escola se situa do local de residência de cada estudante.

Amanhã é o último dia que a escola reserva para a realização de matrículas. As aulas começam segunda-feira e os resultados da segunda fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior serão conhecidos em meados de Outubro.

Mestrados chegaram à ESTGOH

Para além do novo curso, a escola conta ainda colocar em marcha os mestrados de Marketing e Comunicação e de Comércio Electrónico. Aprovados no mês passado, os mestrados irão decorrer em parceria com a Escola Superior de Educação de Coimbra e o Instituto Superior de Engenharia de Coimbra, respectivamente.

A este diário digital, Nuno Fortes confessou que a aprovação dos mestrados tem um “sabor especial” para a ESTGOH, por serem os primeiros na história da escola. Frisou, contudo, que se trata de “uma tendência natural da escola”, como forma de compatibilizar as licenciaturas com os mestrados.

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