ESTGOH une-se ao consulado de Cabo Verde na preparação de jovens capazes de melhorar o futuro do país

“Iremos trabalhar no sentido de criar um projecto de sinergias e de dar respostas formativas à comunidade de Cabo Verde”, afirmou ao final da manhã de hoje o presidente da Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Oliveira do Hospital (ESTGOH), em jeito de resposta ao desafio lançado pelo cônsul de Cabo Verde que, hoje, contactou com uma dezena de jovens cabo-verdianos que frequentam a escola.

Desafiado por Agostinho Almeida Santos a cooperar com o consulado que dirige em Coimbra, no sentido de se preparar as saídas profissionais dos jovens cabo-verdianos, com o objectivo de os mesmos poderem contribuir para “melhorar o futuro” de Cabo Verde, Jorge Almeida não hesitou em manifestar total disponibilidade para colocar uma maior oferta formativa à disposição dos alunos cabo-verdianos.

“Iremos trabalhar com o Cônsul, de forma a trazer alunos para frequentar pós-graduações e mestrados na ESTGOH”, frisou o responsável pela escola, revelando-se ainda disponível para “conhecer as necessidades de Cabo Verde e dar resposta a este desafio”.

Na presença dos jovens cabo-verdianos que frequentam os cursos da ESTGOH, Jorge Almeida deu conta da vontade da escola para “continuar a colaborar com todas as comunidades, em particular a de Cabo Verde”. “Já muitos passaram por aqui no passado”, recordou, sublinhando a abertura da escola para continuar a acolher jovens cabo-verdianos.

Referindo que a integração destes alunos na escola “tem sido um sucesso”, Almeida elogiou também a forma como estes estudantes têm sido bem recebidos pela região.

“Por favor, voltem para Cabo Verde”

Fazendo questão de partilhar a afectividade que o liga a Cabo Verde – “eu sou um cabo-verdiano em segunda pátria”, frisou – Agostinho Almeida Santos lembrou aos jovens estudantes, a importância das suas formações académicas, para a melhoria do futuro de Cabo Verde.

“Por favor, voltem para Cabo Verde”, exortou o conhecido médico e catedrático da Universidade de Coimbra, sublinhando que “o grande interesse de Cabo Verde é que a formação aqui adquirida, que é diferenciada e de alto nível, seja aplicada no vosso país”.

Para garantir um melhor aproveitamento dos jovens licenciados, Almeida Santos defendeu a existência de uma ligação entre a ESTGOH e o consulado para “preparar o futuro” dos mesmos. “Cabo Verde está a crescer muito e, precisa de vós para crescer ainda mais”, considerou, entendendo que as “saídas profissionais dos estudantes devem ser preparadas”.

“O Cônsul está disponível para preparar, com as entidades de Cabo Verde, a implementação destes estudantes, para que possam servir o país”, assegurou, confiante de que os novos licenciados “serão parte do futuro e líderes de um país que merece todo o carinho”.

No papel de Cônsul de Cabo Verde – tomou posse em Novembro de 2009 – Agostinho Almeida Santos partilhou a experiência do trabalho que desenvolveu, nos últimos anos, na área da medicina materno-infantil naquele país. “Cabo Verde é, neste momento, o país de expressão portuguesa que ocupa o segundo lugar com a melhor taxa de mortalidade infantil”, referiu.

Em Oliveira do Hospital, não deixou também de dar conta dos laços de amizade que mantém com a sua terra. “São raízes que me prendem ao granito desta região”, contou.

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