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Sinto-me menos livre, e isto é preocupante. Mas tenho uma certeza: a liberdade não nos vai ser retirada porque nós, Homens Livres, não deixamos.

Estou revoltado e indignado

Todavia, tenho de admitir que ela está a ser-nos limitada, não de maneira clara, mas sim pouco a pouco, dia a dia. Venho a constatar que na realidade, só a liberdade de pensamento é plena porque as outras são-nos ‘’roubadas’’ a cada hora que passa. Vejo-me obrigado a abordar a Lei do Tabaco e outros assuntos.

Em parte concordo com esta lei, mas esta só seria ideal num país onde houvesse um muro a separar os fumadores e os não fumadores, só que isso, felizmente, não existe, e como tal ambos convivem diariamente. Alguns amigos meus são fumadores e estas restrições vieram piorar a nossa relação de convivência fraternal. Visto que, praticamente, só se pode fumar na rua, ou as nossas conversas vão ser constantemente interrompidas ou então tenho que acompanhá-los à via pública. Convenhamos que esta situação não é muito agradável em dias invernosos. Na minha opinião, a legislação devia ser mais liberal dando o poder de escolha aos proprietários de estabelecimentos.

Só que as restrições não acabam aqui. Já se começa a falar na hipótese (ou certeza) de limitar as quantidades de sal, gorduras (azeite) e açucares na comida comercializada. Neste emaranhado legal, onde fica a nossa gastronomia, as nossas tradições, a nossa História??? Quando eu for mais velho quero poder saborear um dos nossos belos enchidos ou então um dos nossos belos doces conventuais. Em vez de proibir o consumo de certas substâncias deviam ser feitos esforços para ensinar as pessoas a consumir essas mesmas substâncias.

Não vale a pena culpabilizar o poder político, bem sei que estas normas são imposições da União Europeia. Contudo, como europeísta convicto que sou não concordo com estas regras e, o facto de pertencermos a esta União não nos pode obrigar a abdicar daquilo que é nosso. Para quem não sabe, um dos princípios desta comunidade é a manutenção das marcas características de qualquer país. Temos de estar mais atentos e ser mais interventivos na sociedade. Não nos podemos alhear dos assuntos europeus. Ao olhar para a sociedade portuguesa vejo um afastamento de todos os assuntos que se relacionam com a U. E. Testemunha disto foi a enorme abstenção que se registou nas últimas eleições para o Parlamento Europeu.

A U. E. não pode servir como instrumento de censura, mas como alavanca de novos projectos, fomento de oportunidades e desafios, estimulando deste modo a participação dos Cidadãos Europeus.

Nestes últimos tempos (quase todos os dias) temos ouvido falar muito da ASAE – Autoridade de Segurança Alimentar e Económica. Alguns já a apelidaram de nova PIDE, terão razão no juízo que fazem? Os inspectores desta autoridade correm o país de lés a lés; já confiscaram de tudo um pouco, por exemplo produtos regionais (… que não obedeciam aos infindáveis parâmetros exigidos…); muitas inspecções foram feitas, algumas com motivo válido e outras (que não são assim tão poucas) não.

Esperemos que a ASAE não se lembre de inspeccionar uma igreja no momento em que se queima incenso porque corre-se o risco de não respeitar a saúde pública e, por isso, a cerimónia ser cancelada.

João Abílio
Aluno da Escola Secundária de Oliveira do Hospital – 11.º Ano

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