ETAR de Alvôco de Várzeas é “uma falsa alternativa”

 

Ainda que em avançado estado de construção, a futura ETAR de Alvôco de Várzeas, que recentemente foi alvo de providência cautelar movida pela Quercus, continua a não merecer o aval do movimento Salvem Alvôco de Várzeas que, ao final da manhã de hoje, se deslocou ao local com o cabeça de lista do Bloco de Esquerda em Coimbra.

Reiterando uma posição de contestação à continuidade dos trabalhos já assumida junto do ministério do Ambiente, onde questionou sobre a possibilidade de a obra ser deslocalizada para um local mais conveniente sob o ponto de vista ambiental, José Manuel Pureza considerou hoje estar perante uma “falsa alternativa”.

“Estão a convencer as populações de que a alternativa é entre o que está e a construção desta ETAR”, vincou o cabeça de lista, explicando que o que existe “não está bem” porque existem duas fossas que têm consequências negativas e, a alternativa que é dada “é uma ideia falsa da solução”.

Num momento em que apreciava as águas límpidas do rio Alvôco ameaçadas por uma descarga de “um misto de água de nascente e efluentes”, José Manuel Pureza lembrou que a alternativa que está a ser defendida pela Câmara Municipal de Oliveira do Hospital e a Águas do Zêzere e Côa e que “é desaconselhada pelo PDM” está a ser construída “em solo de riqueza agrícola invulgar, zona paisagística única e que até está candidata à eleição das 7 maravilhas naturais do concelho”.

Esclareceu, por isso, que a verdadeira alternativa se encontra localizada a 1200 metros a jusante e cujos custos “são muito abaixo dos custos que a população vai sofrer pelo impacto negativo que a obra atual vai ter”.

José Manuel Pureza chega a considerar estar na presença de um “caso típico de atentado ao equilíbrio natural com aparente benefício das populações”. Para além dos impactos paisagísticos, o cabeça de lista alertou ainda para o historial de cheias que está associado à zona onde os trabalhos estão a decorrer.

“Aqui, a ETAR é uma bomba relógio”, verificou, explicando que “a obra está a ser construída em leito de cheia”.

Não encontrando “nenhuma razão para isto ser feito aqui” José Manuel Pureza revelou estar perante uma “situação indesejável” e que, no distrito de Coimbra, é a que mais preocupa o Bloco de Esquerda, quer sob o ponto de vista da infraestruturação, quer de defesa do ambiente.

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