Evocação assinalou dois anos da morte de Manuel Cid Teles

No dia em que se assinalou o segundo ano da sua morte, o escritor Manuel Cid Teles viu cumprido um dos seus últimos desejos. Numa cerimónia que teve início no Salão Nobre da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital e culminou no cemitério da cidade, foi descerrada a placa colocada sobre a lápide da sepultura do escritor, onde consta o poema da sua autoria:

“Aqui jaz Cid Teles
Sob uma pedra gelada
O que sonhava ser tudo
E afinal nunca foi nada”

Realizada no âmbito das comemorações do centenário do nascimento do artista multifacetado que deixou inúmeras marcas culturais em Oliveira do Hospital, a evocação ficou ainda marcada pela declamação de poemas e a visualização de uma curta-metragem produzida com base na recolha fotográfica e exposição de pintura patentes na Casa Museu D. Emília Vasconcelos.

Responsável pela recuperação de grande parte do espólio deixado pelo autor, António Simões Saraiva recordou o poeta que perpetua o seu nome na praceta localizada no centro da cidade. Detalhadamente, o reconhecido amigo do escritor falecido explicou o modo como recolheu cada poema, cada pintura e outras obras de arte, muitos deles usados por Cid Teles para forrar prateleiras e outros até para calçar cadeiras e armários.

Conhecida como a grande amiga de Cid Teles, Rosa Lobo recordou a “nobreza do seu carácter e a retidão dos seus princípios”. Inquietação, paciência, simplicidade, modéstia e total ausência de vaidade foram características que a amiga, através da declamação de poemas do autor, identificou no escritor, cujo nome espera ver recordado.

“Honramos-lhe a memória, mas Manuel Cid Teles não se esgota durante o ano em que comemoramos o centenário do seu nascimento. Depois de 8 de março de 2012 deve continuar a haver Manuel Cid Teles”, referiu Rosa Lobo.

Até ao final deste ano, o nome de Manuel Cid Teles vai continuar a ser recordado através de várias iniciativas que vão decorrer mensalmente no âmbito das comemorações do seu centenário. Manuel Cid Teles nasceu a 8 de março de 1911 e faleceu aos 98 anos, no dia 25 de abril de 2009.

LEIA TAMBÉM

Tragédia dos incêndios em Oliveira do Hospital: cinco mortes, destruição, luto e escolas encerradas

A Câmara Municipal de Oliveira do Hospital decretou hoje três dias de luto municipal em …

Chamas destruíram pavilhão de fábrica têxtil em Seia

O incêndio que lavra no concelho de Seia destruiu um pavilhão de uma fábrica têxtil …