Ex-presidente da ADEPTOLIVA criticou “acordo político” que determinou regresso de Fernando Brito à escola profissional

 

O vereador do PSD, Paulo Rocha, foi ontem para a reunião pública da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital munido de um documento, que produziu à priori, e que fez questão de ler na íntegra, com indicação de que o mesmo conste em ata.

Em causa estava um processo, cujo início remonta ao período em que o vereador exerceu funções na presidência da ADEPTOLIVA, e que opôs a direção da estrutura de ensino profissional ao então docente Fernando Brito.

“Factos claros, objetivos e irrefutáveis” terão estado na base de um processo disciplinar movido, em outubro de 2008, contra o conhecido advogado da praça oliveirense e que, em janeiro de 2009 conduziram à sua suspensão e consequente despedimento com justa causa.

Os contornos que o caso assumiu numa altura em que Paulo Rocha já tinha saído derrotado, ao lado de Mário Alves, das últimas eleições autárquicas é que não caíram bem junto do antigo presidente da ADEPTOLIVA que, nesta qualidade, garante ter tomado “as decisões mais adequadas e corretas em relação ao funcionamento da Eptoliva.

No documento que expôs e com o qual deu o assunto por encerrado, Paulo Rocha opôs-se ao modo como Fernando Brito foi compensado e reintegrado no corpo docente da escola de ensino profissional.

“Assisti incrédulo à tentativa in loco de acordo político entre os representantes máximos das autarquias de Oliveira do Hospital e de Tábua, de forma a dar por findo o processo e promover o regresso do Dr. Fernando Brito à Eptoliva”, afirmou o vereador do PSD, reportando-se à primeira sessão de audiência que teve lugar no Tribunal Administrativo de Coimbra, onde Brito interpôs uma ação de impugnação judicial do despedimento, e através da qual pedia indemnização pelo despedimento e reintegração no posto de trabalho.

Volvido que está cerca de um ano, desde a reintegração de Brito na Eptoliva, Paulo Rocha refere-se ao momento que presenciou como aquele que mais o desiludiu.

É que na opinião do ex-presidente da ADEPTOLIVA estava-se a “resolver politicamente um assunto que nada tem a ver com política, mas sim com factos reais e indesmentíveis”.

A desilusão do social-democrata acentua-se ainda mais por verificar – como disse – que políticos oliveirenses naquele dia “deram o dito por não dito”.

Sem criticar a ação judicial movida por Brito – “era um direito que lhe assistia”, frisou – Paulo Rocha manifestou ontem “profundo desagrado e elevada indignação” por estar em face de um acordo que “põe em causa a anterior direção e a legitimidade atual e futura da direção da ADEPTOLIVA, para atuar em caso de existência de matéria de foro disciplinar”.

Ontem, Paulo Rocha explicou ainda que só agora se pronunciou sobre o assunto porque preferiu aguardar pelo terminus do ano letivo e período de matrículas.

“É altura de deixar a Eptoliva fazer o seu trabalho”

O presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital não se alongou na resposta ao vereador social-democrata, chegando a considerar “o assunto encerrado”.

Na opinião de José Carlos Alexandrino “é altura de deixar a Eptoliva fazer o seu trabalho”. “Penso que as coisas estão a correr bem”, continuou o autarca, confiante na possibilidade de criação de um ambiente saudável no seio da escola e de revitalização do projeto educativo.

O autarca não deixou porém de mostrar alguma compreensão relativamente à indignação manifestada por Paulo Rocha. “Percebo algum desagrado da sua parte, mas são questões próprias da política”, considerou.

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