Ex-Presidente da CM Seia desiste da candidatura à liderança da Federação do PS da Guarda por considerar que foram violados “os mais elementares princípios de um Estado de Direito”

O ex-presidente da Câmara de Seia desistiu de concorrer às eleições de hoje para a Federação do PS da Guarda depois da Comissão Organizadora do Congresso (COC), presidida por António Carlos Santos, não ter validado as listas apresentadas por este candidato nas concelhias da Guarda, Celorico da Beira, Manteigas, Fornos de Algodres, Almeida e Figueira de Castelo Rodrigo. Eduardo Brito, cuja candidatura à Federação foi validada, retirou-se, mas recorreu para os órgãos nacionais para tentar reverter a deliberação da COC federativa. Em conferência de imprensa realizada hoje o ex-candidato acusou ainda José Albano Marques, líder cessante da Federação do PS da Guarda, e apoiante do agora candidato único António Saraiva, de “querer ser ele a fixar as condições em que deve ser substituído”.

“A Comissão Organizadora do Congresso [COC] não alegou nenhum princípio legal para não aceitar as nossas listas em seis concelhos, tinha que arranjar maneira de nos impedir de ir a votos. Foi impedir por impedir”, disse o antigo presidente da Câmara de Seia, que espera que os órgãos nacionais do partido reponham “a legalidade” no processo anulando estas eleições e marcando novo escrutínio. “O PS vai tomar decisões e nós iremos a jogo”, prometeu Eduardo Brito que poderá também avançar para os tribunais e requerer anulação do processo eleitoral com vista à sua repetição.

“Temos que dar combate sem tréguas à prepotência e à falta de princípios éticos. Por isso, decidi retirar a minha candidatura a Presidente da Federação da Guarda e solicitar aos órgãos competentes do PS, que anulem este acto eleitoral. Hoje não votamos, mas a luta vai continuar, agora com mais força ainda e só vamos parar, quando o Partido Socialista na Guarda for de todos os Militantes”, escreveu Eduardo Brito numa mensagem publicada no Facebook. “Perdeu-se a vergonha. A ética é lixo e vale tudo para manter o poder”, sublinha e ex-candidato à liderança da Federação da Guarda.

O ex-candidato explica ainda as razões que conduziram à sua desistência e acusa a Comissão Organizadora do Congresso do PS-Guarda de não respeitar os princípios de um Estado de Direito. “Numa atitude violadora dos mais elementares princípios de um Estado de Direito, impediu as nossas listas da Guarda, Celorico da Beira, Fornos de Algodres, Manteigas, Almeida e Figueira de Castelo Rodrigo, de hoje disputarem as eleições. Uma parte significativa dos Militantes do PS da Guarda é impedida, de forma sectária, de participarem na vida do seu partido”, explica o ex-autarca, antes de rematar que irá continuar a lutar. “A gravidade do momento exige firmeza, determinação e coragem. Como sempre dissemos estamos aqui para devolver o PS aos militantes, pô-lo ao serviço das pessoas e não para gerir carreiras pessoais”, concluiu.

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