Ex-vereador do PS novamente em “sarilhos”…

Poucos dias depois de ter mandado arrombar as portas de acesso ao interior da já célebre Casa do Brasileiro, em Senhor das Almas, o ex-vereador do PS na Câmara Municipal de Oliveira do Hospital, José Albano Ribeiro de Almeida, voltou a arrendar o imóvel. Até aqui tudo estaria normal. Mas o mais insólito é que a conhecida casa, onde funcionava um negócio ligado à prostituição e que tanta polémica gerou, está novamente a trabalhar com meninas – “trajadas a rigor” – que vão aliciando os clientes.

A base do negócio assenta na sedução e é semelhante ao que existe em inúmeras casas do país. Ou seja: o cliente paga um copo à companheira por um valor de algumas dezenas de euros e, em troca, vai namoriscando. Em muitas destas casas – por vezes de forma dissimulada –, existe também a possibilidade de praticar sexo, na verdadeira acepção da palavra. É tudo uma questão de números…

Ex-vereador do PS diz que vai amanhã “saber disso”…

“Outra vez? Porra! Não pode ser…vou já lá amanhã saber disso. Então ainda agora acabei de sair de uma e ia meter-me noutra? Vou saber disso”, afirmou há instantes ao correiodabeiraserra.com o proprietário do imóvel, após ter sido confrontado com a situação por este diário digital.

Aparentemente incomodado com o telefonema do CBS online, Ribeiro de Almeida alegou desconhecer a situação e mostrou-se pouco convicto quanto à possibilidade de a casa dos antepassados da esposa estar outra vez nas “bocas do mundo”.

Aquele ex-vereador do PS, que cessou funções no início deste mês, revelou ainda estar convencido de que os novos inquilinos estariam a utilizar o espaço na área da restauração. Contudo, e de acordo com o que o correiodabeiraserra.com apurou, o interior do imóvel está tal e qual como foi deixado pelos anteriores arrendatários, incluindo a pista de dança com o tradicional varão metálico.

Note-se que este caso suscitou uma enorme polémica em vários meios de comunicação social e, no primeiro arrendamento, acabou por ser uma reportagem publicada no correiodabeiraserra.com a convencer Ribeiro de Almeida de que aquela casa de família estava a ser utilizada para fins ligados à prostituição. “Vou ter que averiguar porque o meu estatuto não me pode permitir isso”, referiu na altura o vereador socialista, ao dar conta de que as suas funções políticas não eram compatíveis com o que ali estava a acontecer.

Numa operação relâmpago, a GNR acabou por pôr termo ao negócio e deteve os arrendatários de Ribeiro de Almeida, que se encontram a aguardar pelo julgamento em liberdade, mas com a obrigatoriedade de fazerem apresentações periódicas no posto da GNR da sua área de residência.

Entretanto, e com ordem do Tribunal Judicial de Oliveira do Hospital, Ribeiro de Almeida – acompanhado pela GNR – viu-se forçado, dia 12 de Novembro, a mandar arrombar as portas do edifício que considerou ter sido transformado “numa autêntica fortaleza”. O antigo vereador esqueceu-se contudo do velho ditado que diz que “depois de casa arrombada, trancas à porta”…

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