EXPOH 2016 tem por “objectivo … ultrapassar o número de visitantes nas anteriores edições, em mais de vinte mil pessoas”

A Câmara Municipal de Oliveira do Hospital garante que a edição deste ano da EXPOH – Feira Regional de Oliveira do Hospital, que irá decorrer no Parque do Mandanelho de 30 de Julho a 7 de Agosto, tem como “objectivo claro… ultrapassar o número de visitantes nas anteriores edições, em mais de vinte mil pessoas”. A afirmação, segundo uma nota publicada hoje no site da autarquia, dando conta de uma conferência de imprensa que ocorreu na última terça-feira e para a qual o CBS não foi convocado, é da autoria do presidente da autarquia José Carlos Alexandrino, para quem este certame pretende ser uma “mostra das potencialidades do concelho, da indústria e da gastronomia”.

O autarca sublinhou ainda que a edição deste ano apresenta “um cartaz muito equilibrado”, com o objectivo de ir ao encontro dos diferentes gostos musicais e de um público de diferentes gerações. O ingresso no evento poderá ser feito através de um bilhete geral – à venda até 29 de Julho em vários locais – com um custo de 10 euros, que garante o acesso a todos os dias do certame (caso contrário, com excepção dos três dias de entrada gratuita, nos restantes serão cobrados 3 euros). Esta promoção, segundo a nota, tem como “objectivo claro” atrair mais visitantes.

Custos com artistas participantes no evento não foram divulgados

“É um bilhete geral apelativo e que permite às pessoas irem todos as noites ao parque”, concluiu o presidente José Carlos Alexandrino, que na nota colocada no site da autarquia não faz qualquer referência aos custos do evento e previsão de receitas. O único valor conhecido, publicado no portal Base Contratos Públicos Online prende-se com a contratação da banda Função Publika, que efectuará o espectáculo de abertura do evento no dia 30 de Julho, e vai cobrar 10.500 euros. Este será um acontecimento de entrada gratuita. Já os valores a entregar aos restantes artistas que vão passar pelo palco principal do Parque do Mandanelho como os Anjos (31 de Julho), Manuel Melo e o DJ Alvim (3 de Agosto), The Black Mamba (4 de Agosto), Emanuel (5 de Agosto), Boss Ac (6 de Agosto) e a banda HMB, que encerrará o certame no domingo, 7 de Agosto, não foram divulgados.

As noites de 1 e 2 de Agosto da EXPOH estão reservadas para a Gala Social seguida de concerto de Charanga e para a final do concurso Soltem Talentos com a presença de Paulo Sousa, respectivamente, ambas de entrada gratuita. No último dia, 7 de Agosto, a manhã iniciará com as actividades no âmbito do Dia do Emigrante e do Ouvinte, sendo que o programa televisivo “Somos Portugal” da TVI terá emissão directa a partir da Feira Regional, entre as 14h00 e as 20h00.

A vereadora da Cultura lembrou ainda que a EXPOH tem mais dois palcos, um deles na zona da restauração por onde passarão os grupos culturais concelhios, e um outro reservado para o final de noite onde estarão presentes DJ’s do concelho. “Esperamos trazer muita gente também dos concelhos vizinhos porque certamente se revêem neste cartaz” referiu Graça Silva. “Estaremos com grande entusiasmo para os receber”, sublinhou.

O espaço reservado para os expositores, segundo a autarquia, “está ocupado até à máxima capacidade que permite”. “Está alcançado o objectivo de conseguir uma feira com grande presença de expositores e de apresentação das nossas potencialidades económicas e sociais”, adiantou o membro da autarquia Francisco Rodrigues.

No espaço do Parque do Mandanelho, “os visitantes encontrarão uma área dedicada à gastronomia com várias tasquinhas, a que se junta a área institucional e das freguesias, a ala da ExpoSocial com forte presença do sector social bem como a restante actividade económica (indústria, comércio, serviços, agricultura, automóvel, artesanato, entre outros”, remata a nota.

Foto: site da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital

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  • António Augusto

    É grave que uma entidade pública discrimine desta forma um órgão de comunicação social. Tenha ele a linha editorial que tiver. Ao não dar conhecimento ao jornal da realização da conferência de imprensa, penso eu, o município violou a lei, a qual assegura que todos os meios de informação deverão ter idênticas oportunidades de acesso às informações disponibilizadas. A lei procura precisamente salvaguardar a existência de meios de informação de tendências e critérios dispares, conflituantes e também complementares. O objectivo é evitar a discriminação por parte das fontes de informação, favorecendo aqueles órgãos que lhe são próximos e ao mesmo tempo evitar aqueles que lhes podem colocar questões incómodas. O princípio da não discriminação está mesmo garantido pela Constituição da República Portuguesa. Nada como o vosso jornal apresentar uma queixa na Alta Autoridade para a Comunicação Social que, certamente, dará a devida resposta ao município.

    • Ambrósio

      Nada disso:
      – “O rei vai nú!”
      Conferência de imprensa, para quê?
      Para admitir que é, no contexto da beira interior, a pior maneira de esbanjar dinheiro para pagar a Emanuéis, Anjos, ou diabos, ou seja lá o que fôr?
      Mas não há, em definitivo, quem ponha cobro a isto?
      Nem o tribunal de Contas?
      Desde quando é que as autarquias deste país têm que manter esta pimbalhada ao de cima?
      Obriguem-nos a pagar!
      E, a mais, quem cede a estas barafundas de imbecilidade , má formação e hipocrisia.
      Ainda bem que o Rolo não esteve nestas “circunferência” de imprensa.
      Quanto é que vai ser pago ao Emanuel?
      E aos Anjos?
      E aos arcanjos?
      E aos DJ?
      E aos imbecis dos Alvins?
      Mas é para isto que servem os dinheiros públicos?
      JÁ CHEGA!
      – A não ser que, no contrato, já estejam as alcavalas para a próxima campanha eleitoral.
      Tirem o dinheiro do bolso.
      – Alberto, o João, o da Madeira, lixou-se.
      Esta gente, definitivamente, nunca mais muda de rumo?

  • Atento

    E as contas? As contas, senhor presidente? Isto de de festa é muito bonito, mas custam-nos sempre dinheiro. Já agora, como tenho visto este jornal publicar alguns direitos de resposta por parte da autarquia e de outras entidades, espero que o município mande de imediato um esclarecimento com os valores ou justificação e exija a sua publicação. Os senhores da Casa Branca não fazem questão de apregoar os “níveis elevados de transparência do executivo municipal”, aqui está mais uma oportunidade para demonstrarem isso mesmo que o jornal Correio da Beira Serra não passa de um “blog” de má língua contra o executivo. Fica o desafio.

  • António Lopes

    Isto sim é um executivo…! Duvido que, nesta matéria, haja melhor em Portugal.Só tem uns problemazitos…
    Então não convidaram o CBS..? Saberão eles os índices de audiência de cada órgão de comunicação do Concelho?
    Outra coisa que me intriga é que, estes eventos, são um sucesso cada vez maior de ano para ano.Só que,de 2013 para 2014 a “festa” teve uma quebra de receita de 86 mil para 26 mil euros.Sempre disse que só tenho a 4ª classe.Daí, talvez as minhas muitas dúvidas…Se calhar, é ignorância mesmo.Então, se cada ano é um sucesso maior que o anterior como é que houve uma quebra de receita de 60 mil euros de um ano para o outro? Quanto há honestidade,Depois de se provar que cada vereador disse um número diferente, dois anos depois, porque é que ainda não assumiram qual é o número certo..das despesas de 2014? E quando é que explicam porque compraram lonas pelo dobro do preço?.Esta semana estive dois dias em Oliveira.Parece o muro das lamentações.Negam dinheiro para tudo.Coisas pequenas.Para festas é como se vê..?Acho que eles ainda não conhecem a lei 50/2012..! Mas, tenho a certeza , num futuro muito próximo vamos ver gente muita gente preocupada com o regabofe…Bem e juntando a preocupação à do Senhor Presidente da Junta de Nogueira,espero que não morra ninguém.É que com mais esta festança, às tantas, falta a verba para o cemitério…

    • Ambrósio

      Sr A Lopes:
      – Será que, nunca, durante o seu reinado, convidou estes autarcas a verem outras coisas?
      – Será que, mesmo no seu curto reinado, nunca convidou esta gente a ir assistir a espectáculos, a sério, noutros concelhos?
      Nem Rui Veloso, e tantos outros, em Seia, ou em Gouveia, ou Madredeus – grande empecilho concelhio, acredite, ainda hoje existente ( e, agora, impossível de concretizar! ) por aí perto?
      – Será que esta manipulação nem sequer, do Tribunal de Contas, merece um reparo?
      – Imagine que eu, cidadão concelhio, que pago as minhas dívidas – contas – à autarquia, me dá na cabeça de, sabendo desta pimbalhada toda que anda a mamar à pala da autarquia, com orçamentos dilatados e “blindados”, com os autarcas disfarçados de iluminados, imagine, perguntava-lhe, que me dá na cabeça de, pelos gastos da autarquia nesta pimbalhada, resolvo não pagar as minhas facturas? Imagine que, como cidadão pagante – de impostos – resolvo, pelo destino que lhes é dado, não pagar?
      Imediatamente, me dirá que vou para o “inferno”, dado o catolicismo praticante a que, todos eles, se devotam…
      Mas, enfim, como não é de igreja que se trata – eles confundem tudo! – dê-me outra resposta.
      Se faz favor.

      • António Lopes

        Como sabe, nunca fui muito para festas.Mais por falta de tempo.Nunca fui ouvido para o cartaz.Uma vez sugeri um espectáculo de fado com o Jorge Fernando e umas equipas que ele costuma arranjar, baratinho. Não me ouviram. Trouxeram a Ana Moura, que eu trouxe a Vila Franca, paga por mim(sim que quem quer festas paga-as). mais o Jorge Fernando o Carlos Macedo e a Patrícia Rodrigues, tudo do melhor.por 500 euros.Foram lá 200 pessoas ouvir. Pelos 13 mil, para a Ana Moura, consta-me, foram bastantes mais(vá lá saber-se porquê).Se calhar o pessoal só vai se os artistas forem caros…sei lá..! Quanto aos impostos paguei na terça oito mil e tal e tenho mais uns 20 para pagar,(cá em Oliveira). Se lhes custasse assim, não havia tanta festança.Depois negam dinheiro à publicação de livros e outras manifestações verdadeiramente culturais.Apoiam outros só porque têm nome, mesmo sendo de fora. E assim vai…Quanto aos artistas há que lhes perguntar por que levam um cachê mais alto à Câmara do que o “cachê” em certas freguesias onde, por mero acaso, até apareceram os candidatos à AR, do PS..! Pura coincidência..!.Eu, não pergunto mais nada.Não me respondem.Não vê que nem convidam o CBS para as conferências de imprensa, sendo obrigatório..! Desta vez é capaz de ir para a Alta Autoridade da Comunicação Social…Quem diria…As queixas que o anterior director fazia a defesa que o presidente actual fez na AM, e como eles são agora. O que é que mudou..? Foi o jornal..?

  • António Lopes

    Só para informar os estimados Munícipes e os leitores do CBS que recebi , dentro do prazo, os documentos que o Tribunal Administrativo mandou entregar.Os relatórios de contas dos últimos três anos , a relação dos subsídios atribuídos pela Câmara e uma declaração de que não houve alterações de estatutos da BLC, na Assembleia Municipal..

    Com relevância para este comentário (irei escrever um artigo mais elaborado e com os números e situações pormenorizados), quero deixar dito:

    1-Nada de novo ao que já sabia.O interessante ficou na documentação não entregue.

    2-Documentados como tal, até ao momento, a Câmara atribuiu 696 571,79 euros de subsídios.Há a acrescentar rendas e demais despesas das antigas instalações que o relatório assume serem pagos pela Câmara.Existe ainda um pagamento de um empréstimo que a Câmara vai amortizando e que se cifra ainda em 60 000 00 euros.Desconheço o valor inicial mas, creio, serem 250 000 00 euros.

    3-As receitas “genuínas” são o produto do apoio aos projectos lançados e apoiados pela BLC (a parte boa do processo),e somaram em 2015, 167 733,15 euros, menos 102 000 00 euros que o ano passado,menos 38%. A BLC recebe mais em subsídios, do que aquilo que factura.

    4-Salvo melhor opinião, a BLC não pode receber subsídios de acordo com o artº53º-3º e 56º-3º da lei 50/2012, que regula esta actividade(empresas locais ou participadas. (Aconselho a leitura do acordão 6/2016 do Tribunal de Contas).

    5-O Capital social , hoje, é de 22 0000 00 euros, estando realizado 16 000 00.Dois dos novos sócios, que entraram em 2014,ainda não tinham realizado a sua quota, no final do ano passado, de 3 000 00 cada, o que lhes dá uma participação de 13.62% do capital.São seis os actuais sócios, tendo a Câmara Municipal 31,82%…!!! Que se identifique nas contas, nenhum outro sócio tem aportado qualquer capital(empréstimos ,subsídios etc)…!!!.Dois nem as quotas…Perde-se uma maioria absoluta no capital, com que objectivo? A Câmara é a única que mete dinheiro e ainda perde posição..?

    6- Na Assembleia de Abril, fui impedido de questionar um mapa onde se dizia, no relatório de contas da Câmara, que a Câmara tinha 44% do capital…Ora desde 2014 que tem 31,82%.Qual é a fiabilidade dos documentos Municipais? Foi por isso que não queriam que os visse? Não devo denunciar..?

    7- Nada se diz nos relatórios quanto à actividade das BLCs (filhas).Nem quanto à venda das quotas ao Senhor eng.João Nunes, situação que urge conhecer.

    8-Os relatórios são uma copia quase à linha e página uns dos outros.Divergem alguns números sendo que as receitas descem os subsídios sobem.

    9-Os relatórios parecem mais uma apresentação promocional que um relatório de contas.Muitos estrangeirismos e muitas “I&D” ou I&DT. (Inteligência e Desenvolvimento)

    10– Sempre fomos defensores da BLC, assente em bases sólidas e gestão virada, de facto, para o desenvolvimento.O que o relatório também confirma é o que já denunciamos, ou seja, uma série de empresas incubadas ao mesmo tempo fornecedoras. as partes do projecto da biorefinaria, tudo por ajuste directo.É muita transparência para meu gosto.

    Como disse, depois de melhor estudo e compilar toda a informação que tenho, escreverei sobre o assunto.

    António Lopes

    • João Albuquerque

      Se bem me lembro, quando o super ministro Zorrinho, hoje eurodeputado, encontrou na BLC3 um balneário cheio de craques, atribuiu um subsidio de quinhentos mil euros.
      Como de costume nestes xuxas, a farmalha foi enorme, no entanto o dinheiro que vinha em duas tranches de 250.000€ teimava em chegar, tendo na altura sido dito que a BLC3 para dar seguimento às suas necessidades iria fazer um empréstimo de 250.000€ até que a primeira tranche chegasse.
      Não me digam que vieram as duas tranches e foi a câmara que pagou o empréstimo? Vai dar asneira.

      João Albuquerque

      • António Lopes

        Pois vai… dessa e de muitas outras…Os “rapazes” andavam convencidos que andavam a lidar com “burros e amestrados”. O problema deles é que não há regra sem excepção..! E mais não digo…porque, tenho é que fazer…!.

        • Afonsino

          Tudo isto, agora, aduzido, seria matéria para grandes investigações.
          Está claro, agora, no contexto a que se referem as excisões, que toda esta gente está mais do que protegida….
          Basta andar pelas ruas de OH, ou, se de itinerário contrário se tratasse, fazer o mesmo percurso…
          Tudo protegido:
          Infantilmente, poderíamos pensar que a Justiça funcionaria, que é, como quem diz, que, mais tarde ,ou mais cedo, tudo teria, em democrático sistema, resolução.
          Mas não.
          A arterosclerose do sistema português coloca, há muito, umas válvulas disfuncionais, que só acarretam problemas, que nunca foram , devidamente, tratadas. Apesar.
          Em Oliveira do Hospital, qual patriarcado, há muitos imbecis que sim, que acham que sim.
          A esses imbecis recordamos, apenas, aquilo que César Oliveira escreveu, meio ano após a sua saída destes territórios.
          Mas que o leiam, com o sentido de responsabilidade que teve quem o escreveu.
          Durante muitos anos, apesar, César Oliveira foi uma espécie de farol…
          Hoje, a plataforma, o index, a conjuntura, o absolutismo -disfarçado de popularismo, deixa, à solta, essa infinda imagem de oportunismo.
          Os cidadãos de OH, neste momento, na sua esmagadora maioria, já nem sabem quem foi César Oliveira.
          A falta de memória, tecnicamente, tem nome.
          O melhor, é ouvir alguns doutrinadores, cheios de doutorices e tristes figuras dizer que não, que a memória não convém.
          Nesta altura do campeonato, dizemos nós, que todos eles, de facto, deveriam fazer uma verdadeira reciclagem.
          Em todos os aspectos.
          O primeiro, seria o da cidadania.
          É que alguns, vá lá a saber-se porquê, mudaram, por completo, o seu discurso.
          Depois de terem apanhado os lugares que lhe convinham – parabéns, sr António Lopes! – deixaram de contestar e, com mais a “Importância”, salário e prebendas….
          É ouvi-los a falar da “realidade”…e da sua, mesquinha, formação.
          E são dirigentes.

  • António Lopes

    Cada um tem os seus objectivos…! Eu, por exemplo, tenho por objectivo evitar que este executivo continue nesta asneirada.E, não sei porquê, acho que vou conseguir..!

    • Barandão

      Aconselhamos, seriamente, apenas para leitura e reflexão, um texto publicado, ainda em vida, no Independente – jornal – por César Oliveira, pouco tempo após a vitória do PPD ,em OH , com Carlos Portugal…
      De certeza que o sr A Lopes não conhece….
      (Se conhece, pedimos desculpa…claro está.)
      Enfim…
      E, já agora, que estude, se informe, da tíbia atitude do “PS de Oliveira do Hospital” durante esses mandatos. Desses e doutros.
      Vale sempre a pena estudar….neste caso, conhecer a História….recente…
      Agora, passe a “futebolística gíria”, será “correr atrás do prejuízo!”.