FAAD acolhe crianças do “KIKAS” e acaba com primeiro ciclo privado

“O que se ali passava era um bluff, porque apenas recebemos 16 crianças”. A consideração foi feita há instantes ao correiodabeiraserra.com pelo presidente do Conselho de Administração da Fundação Aurélio Amaro Diniz (FAAD), que não compreende como era possível ao extinto “KIKAS” prestar apoio a 90 crianças, quando apenas 16 responderam afirmativamente à solução disponibilizada por aquela Instituição de Solidariedade Social (IPSS).

Ainda que com um número de crianças bem mais reduzido do que o que era esperado, a FAAD está a prestar serviço educativo às 16 crianças nas instalações onde já prestava o mesmo serviço, procedendo à sua inserção nas turmas já existentes.

De acordo com Álvaro Herdade trata-se de uma “situação provisória” e que resulta da necessidade de a FAAD equipar devidamente o espaço onde, até à última quarta-feira, funcionou o “KIKAS”.

“Estamos a comprar equipamento, porque o que lá existe não serve”, referiu o conhecido médico oliveirense, contando que naquele edifício não existe máquina de lavar loiça – “era lavada à mão e isso é proibido”, alertou – e é preciso retirar o esquentador da cozinha.

Entre as melhorias a fazer no espaço e a aquisição de equipamentos, Álvaro Herdade estima que a mudança das crianças para o edifício em questão – o contrato de arrendamento foi assinado no dia 15 de setembro – só venha a acontecer no início do mês de outubro.

Ensino privado fica pelo caminho

Na solução educativa apresentada pela FAAD há, contudo, a registar o fim do ensino do primeiro ciclo privado. “Havia apenas seis alunos inscritos e apesar de termos assegurado as condições para continuar, achámos que uma turma de seis alunos não seria benéfica”, relatou Álvaro Herdade a este diário digital, dando já como garantida a integração daquelas crianças no ensino oficial.

“Não era bom para as crianças, nem para a instituição”, vincou Álvaro Herdade, contando que, em resposta a FAAD, se comprometeu em avançar, naquele espaço, com a valência de ATL destinada àquelas e outras crianças, com a particularidade de ser acompanhada pela educadora que ministrava o primeiro ciclo privado.

“É o ideal para as crianças e para as famílias”, constata o médico, encarando como mais valia a possibilidade de as crianças realizarem naquela valência os trabalhos escolares que, habitualmente, realizam em casa.

Todo o processo inerente ao apoio prestado às crianças provenientes do extinto “Kikas” vai estar sobre a mesa do Conselho de Administração da FAAD que hoje reúne. Em análise deverá estar também a possibilidade de admissão de algumas das ex funcionárias do “Kikas”, que agora estão a braços com uma situação de desemprego.

Certo é que entre a FAAD e a extinta Associação de Solidariedade Social não deverá haver lugar a qualquer tipo de ligação. Numa visita realizada, ontem, ao local onde funcionou “O KIKAS” o correiodabeiraserra.com deparou-se com um edifício onde já não existe qualquer referência à extinta associação. O mesmo acontece na zona de entrada da urbanização, de onde também já foi retirado o painel identificativo.

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