FAAD em risco de perder 20 por cento da atividade

 

A Administração Regional de Saúde (ARS) do Centro está a ameaçar a Fundação Aurélio Amaro Diniz com o corte nos apoios direcionados ao serviço hospitalar, chegando a colocar em causa 20 por cento da sua atividade.

O alerta foi deixado, no sábado, pelo tesoureiro do Conselho de Administração da FAAD quando participava no colóquio “Distrito de Coimbra: Presente e Futuro das Autarquias Locais” e se referia à Fundação Aurélio Amaro Diniz como sendo um dos três importantes pilares do concelho de Oliveira do Hospital, a par do setor empresarial e da Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Oliveira do Hospital (ESTGOH).

“Querem cortar 20 por cento dos serviços e, se assim for, a FAAD dará entre 300 a 400 mil euros de prejuízo por ano”, alertou Luís Lagos que, momentos antes tinha destacado a importância da IPSS no espetro regional.

“Tem níveis de produtividade na área da saúde invulgares e tem rácios superiores a hospitais públicos”, chegou a referir o administrador que, perante uma ameaça de corte ao nível dos protocolos estabelecidos por parte da ARS Centro, perspetiva a “perda de qualidade de vida para esta região”.

Luís Lagos lembrou o importante papel que tem vindo a ser desenvolvido pela FAAD no “combate às assimetrias entre o interior e o litoral desenvolvido”, chegando até a lembrar que em Oliveira do Hospital “só se faz TAC e endoscopia porque a FAAD existe”.

Em face desta realidade, o jovem jurista de Oliveira do hospital constatou que “cortar 20 por cento dessa atividade é cortar as pernas à FAAD e ao concelho”.

Uma preocupação que foi também partilhada pelo presidente do Conselho de Administração da FAAD que, à saída daquele encontro, alertou para o facto de o hospital da FAAD ser atualmente o que menores apoios recebe em termos de serviços prestados. Álvaro Herdade sublinhou porém que o assunto está em fase de negociação com a ARS Centro.

A necessidade de um plano financeiro

Gerente de uma empresa produtora de queijo e com fortes ligações ao Partido Popular, Luís Lagos aproveitou ainda o momento para desafiar a Câmara Municipal de Oliveira do Hospital a colocar em prática um “plano financeiro”, para “auxiliar empresas e ser útil ao concelho”.

Na opinião do jovem empresário, a autarquia poderia avançar com uma comparticipação de cinco por cento por trabalhador. “Era um incentivo à contratação e auxílio às empresas”, afirmou Luís Lagos, atrevendo-se até a fazer contas e a informar o presidente José Carlos Alexandrino que o gasto seria em média (para ordenados na ordem dos 600 Euros) de 83 mil euros por mil trabalhadores. “Gasta-se mais em futebol”, alertou Luís Lagos que também se revelou crítico relativamente aos tipos de formação que vão grassando no concelho e que não incidem, por exemplo, nas áreas do queijo e do têxtil.

Do mesmo modo defendeu a criação de uma plataforma turística para vender o que a região tem de melhor.

No que à ESTGOH diz respeito, Luís Lagos revelou-se confiante na continuidade do projeto de ensino superior. “Vamos mantê-la, porque ela tem procura, com exceção deste ano, pela má publicidade feita pelo presidente do IPC”, afirmou, avisando que em caso de encerramento da escola, o governo também pode retirar a repartição de finanças “porque não pagamos mais impostos”. “Está em causa a coesão territorial”, avisou.

Num cenário de constante ameaça de extinção de serviços, Luís Lagos alertou que o momento deve ser de “convergência” e de “defesa intransigente da população”. “Se nos tirarem isso é condenarem-nos a um poço sem fundo”, observou.

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