O Hospital da Fundação Aurélio Amaro Diniz (FAAD) vive dias de amargura. Por falta de pagamento da Administração Regional de Saúde (ARS) do Centro ...

FAAD em situação de “grande asfixia financeira” devido a atrasos da ARS Centro

…a instituição encontra-se numa situação de “grande asfixia financeira” que pode até dar origem a salários em atraso.

“A ARS tem vindo sistematicamente a protelar os pagamentos”, afirmou o presidente da Conselho de Administração da FAAD ao correiodabeiraserra.com, explicando que, no que respeita aos serviços convencionados, a dívida – que se arrasta desde Dezembro de 2007 –  ronda os 350 mil euros.

Por cumprir, estão também os prazos para o pagamento dos valores de internamento que – como explicou o responsável – deveria ser processado no dia 15 de cada mês, mas se arrasta sempre para o fim do mês e mês seguinte. Neste último caso a dívida cifra-se nos 150 mil Euros.

Para além disso, Antunes aponta também o dedo a uma dívida que data de 2005 relativa a ambulatório que até já foi “auditada” pelos serviços da ARS Centro em Junho do ano passado e continua a ser protelada.

“Vivemos na angústia de todos os dia ir ao banco ver se já lá há pagamentos”

Porque a “FAAD não pode parar”, Sebastião Antunes confessa que está a ser “muito complicado para pagar os vencimentos, os subsídios de férias e aos fornecedores”. Por enquanto, os cerca de 160 funcionários da instituição têm os salários em dia, mas ainda não lhes foi atribuído o subsídio de férias que costumava ser pago em Junho.

“ Não temos ideia de quando é que vamos poder pagar o subsídio”, confessou, lamentando que a crise financeira que a instituição atravessa possa vir a afectar o pagamento dos salários. “Não temos dúvidas de que isso pode vir a acontecer”, admitiu Antunes, explicando que a FAAD “vive com uma conta caucionada e trabalha no limite que lhe é permitido” e que também não é possível “inventar dinheiro”.

O presidente do Conselho de Administração da FAAD posiciona-se muito crítico em relação à postura da ARS Centro que “avança com uma panóplia de explicações” que no seu entender não justificam tamanho atraso nos pagamentos. Sublinha que nunca a ARS contactou a FAAD para explicar o que se passa e que, pelo contrário, é a instituição que constantemente pede esclarecimentos junto daquela estrutura regional de Saúde.

“Vivemos na angústia de todos os dia ir ao banco ver se já lá há pagamentos”, sustentou, ao mesmo tempo que confessou nunca se ter deparado com uma situação do género. Manifestamente descontente com a actuação da ARS Centro, Antunes não hesita em considerar que aquela estrutura padece de “uma desorganização total”que está a deixar a FAAD numa situação de “grande asfixia financeira” que conduz ao “estrangulamento da própria instituição”.

Minimizar situação com rentabilização de terrenos

Apesar da gravidade da situação, a intenção do responsável pela FAAD é a de “resolver as coisas por via do diálogo e apelar ao bom senso”. “Já há alguns meses pedimos a intervenção da Provedoria da Justiça, do presidente da República e da ministra da Saúde, mas para além das respostas simpáticas não obtivemos mais nada”, contou. Antunes alertou que há limite para tudo e a FAAD pode até vir a endurecer a sua luta pelo pagamento das verbas em atraso.

Em cima da mesa está também a possibilidade de a FAAD rentabilizar os terrenos de que dispõe, pela constituição de direitos de superfície com uma rede de supermercados havendo já contactos profícuos nesse sentido. “Brevemente poderão haver novidades”, revelou Antunes, deixando contudo claro de que esta poderá ser uma solução a médio prazo e nunca a curto prazo como seria agora desejável, como forma de aliviar o afogo financeiro que atormenta a instituição.

Contactada por este diário digital, a ARS Centro não avançou com explicações sobre o assunto, ficando no entanto a garantia de que a estrutura dirigida por João Pedro Pimentel avançará com um comunicado de imprensa durante o dia de hoje.

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