Fábio Oliveira é protagonista do filme “Aquele Querido Mês de Agosto”

 …“Aquele Querido Mês de Agosto”, que se estreia – em Lisboa, Porto, Coimbra e Viseu – dia 21 de Agosto.

“Domingos tem um grupo de baile em digressão, sobretudo quando as noites são mais quentes e os arraiais proliferam como cogumelos. A Tânia, vocalista da banda, canta com acerto, e como é uma miúda “gira”, o sucesso conta-se pelo número de actuações. Um dia, o primo Hélder, guitarrista e cantor, veio de férias; a Tânia convida-o para fazer parte do grupo durante o período de maior aperto, o mês de Agosto.

–“Aprovado – deve ter dito o Domingos, pai da Tânia, chefe e teclista da banda.
Dois jovens assim, dados à arte da música e das cantigas, apesar de primos, não é difícil imaginar que, depois da aproximação artística, passaram a existir outras sintonias – coisas do coração, como é bom de ver.

Entretanto, a Lena, amiga da Tânia, começou a engraçar com o Hélder…
Não se conhece, por ora, a reacção do Domingos quando se apercebeu do triângulo amoroso…”.
Daqui um mês, em Agosto, saber-se-á como acabou a estória…

…que parece ter contornos de “romance de cordel”, sinopse de um filme vocacionado para o entretenimento ligeiro e descontraído.

Não será tanto assim, embora os “ingredientes” necessários para o sucesso de bilheteira da fita cinematográfica “Aquele Querido Mês de Agosto” – filme que tem estreia marcada para daqui a uns dias – sejam por demais evidentes.

O “retrato” não pode ser mais fiel: algumas das situações vividas correspondem a certa realidade beirã, onde decorreram as filmagens, ainda que tudo, no filme, não passe de… ficção! Alguns dos críticos, que tiveram oportunidade de ver a película, abonam o interesse da estória e o desempenho dos actores, sobretudo do “Hélder”, personagem vivida pelo Fábio, e da “Tânia”.

“A quinzena dos Realizadores” do festival de Cannes, este ano, contou com a presença do filme. “Surpresa agradável”, “objecto cinematográfico aliciante (…) que nos remete para o verdadeiro Portugal não globalizado…”, são opiniões animadoras e gratificantes para os intervenientes, do realizador Manuel Gomes, natural de Anceriz, ao “galã” Fábio, “nascido” em Oliveira do Hospital.

À Imprensa francesa da especialidade a fita também não passou despercebida…

O Fábio Oliveira é multifacetado nas actividades extra escolares: praticante de hóquei em patins, foi campeão regional de juvenis em representação do seu clube de sempre, Futebol Clube de Oliveira do Hospital; é músico e cantor de timbre agradável, e agora estreia-se como actor de cinema, depois de ter feito teatro amador na escola.

O futuro profissional, no entanto, passa por ingressar na Universidade este ano. As escolhas estão feitas: primeiro o curso de Arquitectura, depois o “resto”…

A (grande) questão que o Fábio colocará a si próprio, a curto prazo, é esta: decidir pelo “hobby” mais consentâneo com os estudos, porque as suas preferências “…vão para todas actividades onde estou envolvido, é difícil fazer uma escolha, gosto de tudo…”, mas primeiro – diz – está o curso, depois logo se vê se é possível fazer coincidir os horários das aulas com outra actividade.

Nunca se imaginou em bolandas por causa de um “casting”. Inscreveu-se por mera curiosidade para “…mais uma experiência, do estilo… vamos ver no que dá”. Depois ficou o desejo de fazer melhor do que os demais concorrentes:

-“Na altura tinha 17 anos, andava na Escola Secundária de Oliveira quando nos convidaram para testes. A produtora do filme queria rapazes que tocassem um instrumento e cantassem, e se tivessem alguma experiência de representação, melhor. Entre algumas dezenas fomos seleccionados três para prestar provas em Arganil, onde estava centralizada, inicialmente, a produção; passado algum tempo comunicaram-me que tinja sido escolhido. A partir daí desenrolou-se tudo com alguma normalidade, o produtor veio conversar com os meus pais e assinámos um contrato por três meses, que seriam ocupados com aulas de representação e filmagens: Depois, como surgiram alguns contratempos na produção, o projecto arrastou-se por mais tempo, “distraí-me” com todo esse movimento à minha volta e acabei por não passar de ano”.

Concretizado o sonho, o novel actor já se habituou às imagens que vê na tela, mas “…a princípio foi um pouco estranho, agora já gosto de me ver e estou satisfeito com a minha participação”.

A experiência foi positiva, porque nem ele próprio se imaginava com capacidades para desempenhar o papel que lhe foi entregue; a partir daqui, é bem capaz de não recusar nova proposta, se vier, “…desde que seja possível conciliar com os estudos” – insiste.

-“ Tenho a consciência de que o mundo artístico tem altos e baixos e não dá garantias profissionais, por isso, o curso está primeiro. Claro que gostava de repetir as emoções vividas neste filme, mas não penso muito nisso”. Teatro não, telenovelas talvez, diz o Fábio, mas o cinema…veio para ficar!

Curiosamente, pouco se falou de música, como se isso fosse coisa de somenos; afinal, foi por causa desta vertente artística que nasceu o actor!

“Aquele Querido Mês de Agosto” deverá entrar no circuito comercial no próximo mês de Agosto. Aconteça o que acontecer, no futuro, para o Fábio Oliveira, Cannes foi a “cereja no topo do bolo” – “uma viagem ao mundo do encantamento, onde tudo é fantástico”.

– “Estivemos em Cannes seis dias para apresentar o filme. Durante o dia dava entrevistas e publicitava o filme, à noite participávamos em festas fabulosas. Adorei”!!!

Depois da apresentação no mítico festival internacional de cinema, seguiram-se eventos semelhantes, mais modestos, em Serpa e Vila do Conde.

Um dia destes terá ante-estreia nacional num dos locais onde se desenrolaram as filmagens, na região de Arganil.

Carlos Alberto

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