Com o aproximar do final de ano, a pergunta que mais procura resposta é a de saber o que é que representou 2008 para o concelho de Oliveira do Hospital?

Factos 2008

Percebermos se podemos declará-lo um ano de desenvolvimento ou um ano de atraso. Um ano que nos dá coragem para enfrentar o futuro ou um ano que nos inquieta e apoquenta quanto ao que aí vem.

Para começar, este foi um ano claramente PSD. Eles tiveram “milhares” de actos eleitorais, “milhares” de insultos e ensaiaram “milhares” de maneiras de como não se deve fazer política.

Contudo, no final de tudo isso, o que é que sobrou? Pouca coisa, digo eu!!!

Continuamos a não perceber porque é que aqueles que estiveram dentro da Câmara Municipal são agora aqueles que mais criticam aquilo que ajudaram a criar – nem a simpatia do Prof. José Carlos consegue disfarçar este empecilho.

Também não percebemos que a secção concelhia do PSD continue a crescer em número de militantes acima da de Coimbra, Figueira da Foz, Cantanhede, etc; e o concelho continue a decrescer em termos populacionais em relação a todos esses concelhos – qualquer dia o PSD de Oliveira do Hospital tem mais militantes que pessoas no concelho.

Como também não aceitamos que no meio de toda esta confusão não tenha nascido a mais pequena proposta politica para o concelho. Ao menos uma ideia, por mais pequenina que fosse!!! Oliveira merecia e agradecia.

Podem querer-nos convencer do contrário, mas, para quem está de fora, tudo parece uma luta de poder pelo poder e uma verdadeira feira de vaidades.

A seguir temos o inevitável Presidente da Câmara. Há quem parece querer seguir o caminho legalista para o afastar da corrida em 2009. Nada mais errado!!! O que é político, tem combate político e politicamente é derrotado.

Deste Presidente escreverá a história que foi aquele que se endividou para fazer rotundas e um silo automóvel quando os tempos, os livros e o Presidente da República aconselhavam investimento reprodutivo. Que negou, por avareza, investimento em educação – novo Centro Escolar – mas sem avareza ofereceu campos relvados sintéticos. Que não avançou para a urgente construção de novas instalações para o politécnico quando era esse o investimento de futuro que importava solidificar. Que teve um comportamento persecutório em relação ao CBS e esqueceu Sá Carneiro, líder que sempre tão atacado e perseguido na imprensa, muitas vezes mesmo em tons pessoais por causa do seu casamento, jamais ousou apontar o que fosse ou restringir o que fosse à actividade jornalística. Ele sabia que se o fizesse isso o diminuía e os verdadeiros líderes não se deixam diminuir. Os verdadeiros líderes têm uma convivência saudável, democrática e salutar com a oposição e com a imprensa. É isso que os enobrece. É isso que os distingue.

Que me perdoe o Prof. Mário Alves e o PSD mas eu continuo a achar que o primeiro não pertence ao segundo, apesar de o segundo pertencer ao primeiro.

Por último a inaptidão da oposição. Se ela ainda existe fora do PSD, o que é discutível, está no apático PS. O principal partido da oposição continua amarrado às promessas do governo e não consegue assumir uma oposição de proposta e alternativa. E não se gera alternativa quando se tem como proposta estruturante o regresso da FICACOL ou nos limitamos a seguir a agenda dos jornais. É preciso mais. É necessário mais.

Repito, como já disse anteriormente, é essencial e inadiável que o PS se meta ao caminho, que se organize, que apresente um rosto. Isso é fundamental para o concelho. Digo-o com sinceridade, mas sem que isso queira dizer que quero o PS vencedor em 2009.

Luís Lagos
Jurista

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