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Família acusa Extensão de Saúde Guarda Gare de não assistir idosa acidentada “por razões burocráticas”

Uma senhora de 63 residente na Guarda Gare sofreu na sexta-feira, durante a manhã, uma queda naquela localidade, tendo sofrido algumas escoriações. Dirigiu-se à Extensão de Saúde que fica a aproximadamente 200 metros para ser assistida e efectuar os necessários curativos. Os serviços, segundo Luz Campos, porém, recusaram-se a prestar-lhe cuidados, alegando que “o sistema não permitia o acesso ao seu dossiê clínico”. Hoje, voltaram a negar-lhe os tratamentos recomendados pelo Hospital da Guarda. O Correio da Beira Serra tentou ouvir os responsáveis pelo Centro de Saúde Guarda, que tutela esta extensão, mas tal não se revelou possível.

Após o acidente de sexta-feira, o filho de Luz Campos dirigiu-se de imediato à extensão de saúde para pedir explicações sobre o sucedido. Informaram-no que não ofereciam assistência, porque a senhora estava inscrita na Unidade de Saúde Familiar da Ribeirinha (outra das Unidades funcionais associadas do Centro de Saúde Guarda, mas que, segundo os familiares, fica bastante mais distante da residência da senhora e do local do acidente). “Nós não atendemos as pessoas da Ribeirinha porque eles não atendem as nossas”, foi esta a resposta seca que recebi, confessa Rui Campos, que se mostra repugnado com este tipo de tratamento. “A saúde das pessoas ainda está acima de qualquer burocracia. É inadmissível que os funcionários tenham este tipo de comportamento”, continua, sublinhando que têm de se denunciar estas situações. E mostra-se ainda mais surpreendido quando sabe que a mãe pode receber tratamento em Vila Nova de Foz Côa onde vai passar uns dias.

“Não se trata de atender, não se trata de politiquices ou de guerrinhas internas e muito menos de sistemas informáticos. Trata-se de prestar cuidados de saúde a pessoas que sofreram um acidente e que deles necessitam. Não estou certo, mas acho que negar cuidados de saúde a quem deles necessita é crime”, remata revoltado Rui Campos.

Aproveita ainda para explicar que a mãe sempre residiu em Guarda Gare, mas que a médica que a acompanhava a ela e ao seu pai, este doente oncológico, foi transferida para a Unidade de Saúde Familiar da Ribeirinha. Como tal aceitaram trocar para de unidade para, particularmente o seu pai, continuasse a ser acompanhado pela médica que conhecia bem o seu estado clínico. “Entretanto a médica reformou-se, muita coisa mudou e a minha mãe nunca mais conseguiu a transferência para este centro que está apenas a três minutos da sua residência”, lamenta, sem entender “como podem as coisas funcionar desta forma num país civilizado”.

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