FC Oliveira do Hospital com triplo azar no arranque da Taça de Portugal

FC Oliveira do Hospital com “triplo azar” no arranque da Taça de Portugal

O AD Nogueirense e o FC Oliveira do Hospital não entraram com o pé direito nesta guerra da Taça de Portugal 2014/15, com início agendado para 6 de Setembro. Nenhum deles ficou entre os 49 isentos (automaticamente apurados para a fase seguinte) e ainda têm de disputar a passagem à fase seguinte fora de portas. O Nogueirense vai a casa do vizinho Febres Sport Clube. Mas o FC Oliveira do Hospital a tudo isto ainda tem de acrescentar mais um ponto negativo. Tem pela frente uma deslocação longa, cerca de 300 km, e um adversário do mesmo campeonato. Ambas as equipas da cidade sonham chegar a uma fase da prova que lhes permita defrontar um dos grandes, o que deixaria os cofres aconchegados e os dirigentes sem dores de cabeça.

Para atingir esse objectivo, o FC Oliveira do Hospital terá de superar esta eliminatória no Alentejo, em Montemor-o-Novo, frente ao Grupo União Sport. “Podemos dizer que foi um triplo azar. Além de não ficarmos isentos, vamos jogar fora com uma equipa dos nacionais que tem quase o dobro do nosso orçamento e que nos vai obrigar a uma deslocação enorme. Como a partida será por voltas das 15h00, teremos de sair daqui de madrugada”, explica o presidente do clube, Paulo Figueira. Mas isto não vale por dizer que considere a tarefa impossível. “Em casa seria tudo diferente, mas mesmo assim acredito. É difícil, mas temos de ter convicção que vamos seguir em frente”, conta.

AD Nogueirense tem menos razões de queixa. Visita o vizinho Febres Sport Clube, emblema que na época passada venceu a Taça de Honra da Associação de Futebol de Coimbra e terminou o campeonato em segundo lugar, logo atrás do campeão Oliveira do Hospital. “A partida é fora de casa, mas acreditamos que temos condições para seguir em frente. Depois temos de ir ganhando jogo a jogo, até onde der”, conta o líder do clube Joaquim Marques, que ainda não perdeu as esperanças de defrontar um clube do primeiro escalão. “É o sonho de qualquer dirigente. Com isso fica praticamente com os problemas financeiros da temporada resolvidos, entre televisão, receitas de bilheteira e publicidade”, explica o presidente do Nogueirense, Joaquim Marques, que o clube mais forte que já defrontou foi o Santa Clara. “Mas esse não tinha grande visibilidade”, lamenta.

Mais experiência nestas andanças tem o FC Oliveira do Hospital. Já defrontou o Braga e teve direito a medir forças com o Sporting. “Uma eliminatória dessas paga a época”, refere sem hesitar o presidente deste emblema. “Eu já tive duas dessas experiências. É o sonho de qualquer presidente. Mesmo muitos dos que disputam a Liga rezam para que lhes calhe em sorte um dos três grandes. É uma lufada de ar fresco para os cofres”, frisa Paulo Figueira. Esta primeira fase da caminhada conta com 25 jogos. Participam os 20 clubes vencedores das taças distritais, além dos 79 clubes do Campeonato Nacional de Seniores. Um total de 99 emblemas, sendo que 49 ficaram isentos para acerto de calendário. Na segunda eliminatória voltará a haver equipas que seguem em frente administrativamente, mas o número desce para 25. É o sonho da Taça.

 

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